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Siempre

Apartamento Mobiliado

Sempre

Sempre ouvi de vocês
Do mundo como um todo
Os bons e velhos clichês
De um homem que se encaminhou
Sempre quis crescer
E o mundo se encarregou
Com os olhos que tenho hoje
Não vejo nem metade do que eu sou

Não, não foi o espelho que se quebrou
A velha metáfora da aparência
Quem se partiu, na verdade, fui eu
Olhando fundo na minha própria existência

Não, não foi o espelho que se quebrou
A velha metáfora
Quem se partiu, na verdade, fui eu

Secretamente, ou não, observado
Deixa a deixa escapar, quiçá
Com frequência omitir e vir
Secretamente, ou não, cultuoso mar
Molhar-se-ia do grande irmão
Abertamente esconde a causa
Roendo unhas metafóricas
Ignorando as outras linguagens

Ana Luz, eu olho seu olhar travesso
Não lembro mais o gosto que eu mereço
Ao viver da política que canto agora
Não lembro mais porquê deixei-te ir embora

Siempre

Siempre escuché de ustedes
Del mundo en su totalidad
Los buenos y viejos clichés
De un hombre que se encaminó
Siempre quise crecer
Y el mundo se encargó
Con los ojos que tengo hoy
No veo ni la mitad de lo que soy

No, no fue el espejo el que se rompió
La vieja metáfora de la apariencia
Quien se rompió, en realidad, fui yo
Mirando profundamente en mi propia existencia

No, no fue el espejo el que se rompió
La vieja metáfora
Quien se rompió, en realidad, fui yo

Secretamente, o no, observado
Deja la pista escapar, quizás
Con frecuencia omitir y venir
Secretamente, o no, cultuoso mar
Se mojaría del gran hermano
Abiertamente esconde la causa
Royendo uñas metafóricas
Ignorando los otros lenguajes

Ana Luz, miro tu mirada traviesa
Ya no recuerdo el sabor que merezco
Al vivir de la política que canto ahora
Ya no recuerdo por qué te dejé ir

Escrita por: Diego Sartori / Yves da Mota