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O.C.T.

Apologia

O.C.T.

Já me disseram pra tentar ser forte e lutar
Mas não me alertaram que também podia falhar...

Mais outro dia o Sol raiou
Nesse horizonte do Brasil.
O mesmo medo da criança
Explora a mente do rapaz viril.

E a esperança do novo amanhã ficou
Estraçalhada quando a bomba estourou.
Na rua, o povo abandonado
Reza e chora, atordoado,
Enquanto os bares são sua proteção.

Osasco alegre: frio e caos.
É mais um dia tão normal.
Homens armados são assunto
Esquecido antes do carnaval.

Tantas pessoas que transitam por aqui
E não enxergam outros que estão por vir.
Na rua, o povo estressado
Geme e grita do meu lado,
Enquanto os bares trazem atrações.

Mas é disso mesmo que eu quero gostar.
Essa cidade um dia vai me escutar.
Esse lugar não sabe o filho que tem.
Ahn?!

Aqui foi onde, um dia, um homem
Decidiu que ia voar.
E vendo tudo lá de cima
Fez esforço pra não mais ter que voltar.

Autonomistas, Imigrantes, Bandeirantes...
Quanta gente pisa em falso nesse chão.
Na rua, o povo ameaçado
Que tropeça, apressado,
Enquanto os bares fecham seus portões.

Mas é disso mesmo que eu quero gostar.
Essa cidade um dia vai me escutar.
Esse lugar não sabe o filho que tem.
Ahn?!

Essa cidade um dia vai me escutar!
Nem que pra isso eu precise gritar!

O.C.T.

Me dijeron que intentara ser fuerte y luchar
Pero no me advirtieron que también podía fallar...

Otro día más el Sol salió
En el horizonte de Brasil.
El mismo miedo de la infancia
Explora la mente del joven viril.

Y la esperanza de un nuevo mañana se quedó
Hecha pedazos cuando la bomba estalló.
En la calle, la gente abandonada
Reza y llora, aturdida,
Mientras los bares son su protección.

Osasco alegre: frío y caos.
Es solo otro día tan normal.
Hombres armados son tema
Olvidado antes del carnaval.

Tanta gente que transita por aquí
Y no ven a los demás que están por venir.
En la calle, la gente estresada
Gime y grita a mi lado,
Mientras los bares ofrecen entretenimiento.

Pero es de esto mismo que quiero disfrutar.
Esta ciudad algún día me escuchará.
Este lugar no sabe el hijo que tiene.
¿Eh?!

Aquí fue donde, un día, un hombre
Decidió que iba a volar.
Y viendo todo desde arriba
Hizo esfuerzo para no tener que volver.

Autonomistas, Inmigrantes, Bandeirantes...
Cuánta gente pisa en falso en este suelo.
En la calle, la gente amenazada
Que tropieza, apurada,
Mientras los bares cierran sus puertas.

Pero es de esto mismo que quiero disfrutar.
Esta ciudad algún día me escuchará.
Este lugar no sabe el hijo que tiene.
¿Eh?!

¡Esta ciudad algún día me escuchará!
¡Aunque tenga que gritar para lograrlo!

Escrita por: Silvio Furtado