Ato II: Peixe
Num céu empoeirado
De estrelas acordado
Sem tempo pra você
O frio entre as montanhas
Do Grajaú à noite
Sozinho dá pra perceber
Peixe, vê se não volta pro mar
Que a maré alta não impede a onda de quebrar
Peixe, eu não vim pra me molhar
Mas com a chuva lá fora não tá fácil me secar
No meio da cidade
No final de dezembro
No início do meu carnaval
Passando pelos quartos
E quadros abstratos
De Klimt a João Soto
Peixe, vê se não volta pro mar
Que a maré alta não impede a onda de quebrar
Peixe, eu não vim pra me molhar
Mas com a chuva lá fora não tá fácil me secar
Mas não, eu não faria diferente não
Pra que fugir?
Não, eu não faria diferente não
Eu fico aqui
Peixe, vê se não volta pro mar
Que a maré alta não impede a onda de quebrar
Peixe, eu não vim pra me molhar
Mas com a chuva lá fora não tá fácil me secar
Acto II: Pez
En un cielo polvoriento
Despertado por estrellas
Sin tiempo para ti
El frío entre las montañas
De Grajaú por la noche
Solo se puede notar
Pez, asegúrate de no volver al mar
Que la marea alta no impide que la ola rompa
Pez, no vine a mojarme
Pero con la lluvia afuera no es fácil secarme
En medio de la ciudad
A finales de diciembre
Al comienzo de mi carnaval
Pasando por las habitaciones
Y cuadros abstractos
De Klimt a João Soto
Pez, asegúrate de no volver al mar
Que la marea alta no impide que la ola rompa
Pez, no vine a mojarme
Pero con la lluvia afuera no es fácil secarme
Pero no, no lo haría de manera diferente
¿Por qué huir?
No, no lo haría de manera diferente
Me quedo aquí
Pez, asegúrate de no volver al mar
Que la marea alta no impide que la ola rompa
Pez, no vine a mojarme
Pero con la lluvia afuera no es fácil secarme
Escrita por: Sidney Sohn, Leandro Bessa, Joao Vazquez, Joao Soto