395px

Acto II: Pez

Aquino e a Orquestra Invisível

Ato II: Peixe

Num céu empoeirado
De estrelas acordado
Sem tempo pra você

O frio entre as montanhas
Do Grajaú à noite
Sozinho dá pra perceber

Peixe, vê se não volta pro mar
Que a maré alta não impede a onda de quebrar
Peixe, eu não vim pra me molhar
Mas com a chuva lá fora não tá fácil me secar

No meio da cidade
No final de dezembro
No início do meu carnaval

Passando pelos quartos
E quadros abstratos
De Klimt a João Soto

Peixe, vê se não volta pro mar
Que a maré alta não impede a onda de quebrar
Peixe, eu não vim pra me molhar
Mas com a chuva lá fora não tá fácil me secar

Mas não, eu não faria diferente não
Pra que fugir?
Não, eu não faria diferente não
Eu fico aqui

Peixe, vê se não volta pro mar
Que a maré alta não impede a onda de quebrar
Peixe, eu não vim pra me molhar
Mas com a chuva lá fora não tá fácil me secar

Acto II: Pez

En un cielo polvoriento
Despertado por estrellas
Sin tiempo para ti

El frío entre las montañas
De Grajaú por la noche
Solo se puede notar

Pez, asegúrate de no volver al mar
Que la marea alta no impide que la ola rompa
Pez, no vine a mojarme
Pero con la lluvia afuera no es fácil secarme

En medio de la ciudad
A finales de diciembre
Al comienzo de mi carnaval

Pasando por las habitaciones
Y cuadros abstractos
De Klimt a João Soto

Pez, asegúrate de no volver al mar
Que la marea alta no impide que la ola rompa
Pez, no vine a mojarme
Pero con la lluvia afuera no es fácil secarme

Pero no, no lo haría de manera diferente
¿Por qué huir?
No, no lo haría de manera diferente
Me quedo aquí

Pez, asegúrate de no volver al mar
Que la marea alta no impide que la ola rompa
Pez, no vine a mojarme
Pero con la lluvia afuera no es fácil secarme

Escrita por: Sidney Sohn, Leandro Bessa, Joao Vazquez, Joao Soto