Quer Saber?
Quer saber o que não vou fazer?
Não vou pisar na barra da saia
Não vou botar o pé pr’eu cair
Esperei que tudo fosse sóbrio
Que o clima de velório
Fosse logo se acabar
Pronto, enfim teria uma morada
E abraço na chegada
Bem na porta do meu lar
Me rendi, fiz poema, cantei verso
Me deixei a céu aberto
Descompassei a razão
E tudo o que ganhei foi o desespero
Da perda, da dor, da falta
Da não consolação
Então, escute o que professo
Meu brado, minha lei, meu credo
Hoje eu não volto não!
¿Quieres Saber?
¿Quieres saber lo que no voy a hacer?
No voy a pisar el borde de la falda
No voy a poner el pie para caer
Esperaba que todo fuera sobrio
Que el ambiente fúnebre
Se acabara pronto
Listo, finalmente tendría un hogar
Y un abrazo al llegar
Justo en la puerta de mi hogar
Me rendí, hice poesía, canté versos
Me dejé al descubierto
Descompasé la razón
Y todo lo que gané fue la desesperación
De la pérdida, del dolor, de la ausencia
De la falta de consuelo
Así que escucha lo que profeso
Mi grito, mi ley, mi credo
¡Hoy no vuelvo, no!
Escrita por: Natália Santana