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Marcos

Arcas

Caixilhos

Queria começar de novo
Do ponto de partida que errei
Quem dera ser um otimista
Tão certo quanto o incerto que passei

No caderno vejo os meus rabiscos (os meus rabiscos)
Histórias que somente esbocei
Mas por que será que é tão difícil? (Será que é tão difícil?)
Abrir janelas que eu já tranquei

Do alto da minha vida
Eu pude escolher
Se vou olhar pra frente
Pra compreender

Que as coisas quase nunca são
Como deveriam ser
Mas eu procuro uma razão
Mesmo quase sem querer

Mas prefiro deixar tudo assim
Vou até o fim
Ver aonde vai dar
Os caixilhos sempre me mantém
Meu próprio refém
Me sustentam no lugar

Do alto da minha vida
Eu pude escolher (escolher)
Se vou tomar a frente (a frente)
Pra compreender

Que as coisas quase nunca são
Como deveriam ser
Mas eu procuro uma razão
Mesmo quase sem querer

Marcos

Quería empezar de nuevo
Desde el punto de partida que fallé
Ojalá fuera un optimista
Tan seguro como lo incierto que pasé

En el cuaderno veo mis garabatos (mis garabatos)
Historias que solo esbozé
Pero, ¿por qué será que es tan difícil? (¿será que es tan difícil?)
Abrir ventanas que ya cerré

Desde lo alto de mi vida
Pude elegir
Si voy a mirar hacia adelante
Para comprender

Que las cosas casi nunca son
Como deberían ser
Pero busco una razón
Incluso casi sin querer

Pero prefiero dejar todo así
Voy hasta el final
Ver a dónde va a dar
Los marcos siempre me mantienen
Mi propio rehén
Me sostienen en el lugar

Desde lo alto de mi vida
Pude elegir (elegir)
Si voy a tomar la delantera (la delantera)
Para comprender

Que las cosas casi nunca son
Como deberían ser
Pero busco una razón
Incluso casi sin querer

Escrita por: Lucas Duarte / Raul Cescato