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Pelo Blanco

Argentina Santos

Cabelo Branco

Cabelo branco é saudade
Da mocidade perdida
Ás vezes não é da idade
São os desgostos da vida

Amar demais, é doidice
Amar de menos, maldade
Rosto enrugado, é velhice
Cabelo branco é saudade

Saudades são pombas mansas
A que nós damos guarida
Paraíso de lembranças
Da mocidade perdida

Se a neve cai ao de leve
Sem mesmo haver tempestade
O cabelo cor da neve
Ás vezes não é da idade

Pior que o tempo, em nos pôr
A cabeça encanecida
São as loucuras d'amor
São os desgostos da vida

Para o passado não olhes
Quando chegares a velhinho
Porque é tarde já não podes
Voltar atrás ao caminho

A minha pobre garganta
Já não tem a voz de outrora
Mas quando canta ainda canta
Ao pé das vozes de agora

Pelo Blanco

El pelo blanco está anhelando
De la juventud perdida
A veces no es la edad
Son los dolores de la vida

Amo demasiado, es una locura
Amar menos, maldad
Cara arrugada, es la vejez
El pelo blanco está anhelando

Faltan palomas amables
Al que damos cobijo
Paraíso de los recuerdos
De la juventud perdida

Si la nieve cae levemente
Sin siquiera una tormenta
Cabello color nieve
A veces no es la edad

Peor que el tiempo, en ponernos
La cabeza canosa
Son las locuras del amor
Son los dolores de la vida

No mires al pasado
Cuando envejeces
Porque es tarde no puedes
De vuelta al camino

Mi pobre garganta
Ya no tiene la voz de antaño
Pero cuando cantas, sigues cantando
Al pie de las voces del ahora

Escrita por: Henrique Rego