Candongueiro
Eu vou me imbora, pra Minas Gerais agora.
Eu vou pela estrada a fora, tocando meu candongueiro, oi.
Eu sou de Angola, bisneto de quilombola
Não tive e não tenho escola, mas tenho meu candongueiro.
No cativeiro, quando estava capiongo, meu avô cantava jongo, pra
poder segurar, oi.
A escravaria quando ouvia o candongueiro,
Vinha logo pro terreiro, para saracotear
Meu candongueiro, bate jongo dia e noite.
Só não bate quando o açoite quer mandar ele bater, oi
Também não bate, quando seu dinheiro manda, isto aqui não é
quitanda pra pagar e receber.
Meu candongueiro tem mania de demanda.
Quem não é da minha banda, pode logo debandar, oi.
Pra vir comigo tem que ser bom companheiro, ser sincero e
verdadeiro, pra poder me acompanhar
Escándalo
Voy a ir a Minas Gerais ahora
Voy por el camino, tocando mi candongueiro, hola
Soy de Angola, bisnieto de quilombola
No he tenido ni tengo escuela, pero tengo mi candongueiro
En cautiverio, cuando yo era capiongo, mi abuelo cantaba jongo, a
Puedo sostenerlo, hola
La esclavitud cuando escuché el candongueiro
Venía directo al terreiro, a hincharme
Mi candongueiro, golpea a Jongo día y noche
No toca cuando el látigo quiere decirle que golpee, hola
Tampoco funciona. Cuando tu dinero dice que no está aquí
Una casa de recompensas para pagar y recibir
Mi candonguero tiene manía por la demanda
Si no estás en mi banda, puedes disolverte, hola
Para venir conmigo tienes que ser un buen hombre, ser honesto y
cierto, para que puedas seguirme el ritmo
Escrita por: Nei Lopes / Wilson Moreira