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Hombre Arena

Arnaldo Luis Miranda

Homem Areia

Grão em grão, eu posso ver
O meu corpo junto ao mar, navegar
Na solidão das estrelas
Brilho em vão sobre a noite

Grão em grão, eu posso ver
Mil montanhas dispersar,
Sob o vento que varre as argilas
Pelos vales e desertos

Barro, granito...

Desenhos pelo chão
Espalha poeira, a vida
E eu lhe escrevo pra contar
Do simples desejo de amar

Grão em grão, eu sou pó
Que ao pó não quer voltar
Faça a luz sobre mim
Ser feliz e dizer:
Sim, sim, sinceramente, o homem areia!

Barro, granito...

Desenhos pelo chão
Espalha poeira, a vida
E eu lhe escrevo pra contar
Do simples desejo de amar

Hombre Arena

Grano a grano, puedo ver
Mi cuerpo junto al mar, navegando
En la soledad de las estrellas
Brillo en vano sobre la noche

Grano a grano, puedo ver
Mil montañas dispersarse
Bajo el viento que barre las arcillas
Por los valles y desiertos

Barro, granito...

Dibujos en el suelo
Esparce polvo, la vida
Y te escribo para contarte
Del simple deseo de amar

Grano a grano, soy polvo
Que al polvo no quiere regresar
Haz la luz sobre mí
Ser feliz y decir:
Sí, sí, sinceramente, el hombre arena!

Barro, granito...

Dibujos en el suelo
Esparce polvo, la vida
Y te escribo para contarte
Del simple deseo de amar

Escrita por: Arnaldo Luis Miranda