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Pura Aguardiente

Arnaldo Paes Leme

Pinga Pura

Que cerveja que nada,
Hoje eu quero é pinga pura,
Minha mulher foi embora,
Hoje ninguém me segura.

E pra começar a festa,
De testa eu quero uma branquinha,
Vendeiro traga uma garrafa,
Que hoje à noite vai ser minha.

Quem quiser beber comigo,
Não se faça de arrogado,
Puxa logo uma cadeira,
E vem sentar do meu lado,
Que hoje eu quero beber até entortar o caneco,
Hoje vou fechar o boteco,
Só vou sair daqui carregado.

Mulher, não faz assim comigo não,
Não judia desse peão, que te adora,
Mulher, não faz assim comigo não,
Escute esse meu coração,
É por você que ele chora.

Que cerveja que nada,
Hoje ninguém me segura,
Eu perdi minha namorada,
Hoje eu quero é pinga pura.

Mulher, não faz assim comigo não,
Não judia desse peão que te ama,
Mulher, não faz assim comigo não,
Escute esse meu coração,
É por você que ele chama.

Pura Aguardiente

Qué cerveza ni qué nada,
Hoy quiero aguardiente puro,
Mi mujer se fue,
Hoy nadie me detiene.

Y para empezar la fiesta,
De cabeza quiero un trago blanco,
Tabernero trae una botella,
Que esta noche será mía.

Quien quiera beber conmigo,
No se haga el arrogante,
Tira una silla de una vez,
Y ven a sentarte a mi lado,
Porque hoy quiero beber hasta doblar el vaso,
Hoy voy a cerrar el bar,
Solo saldré de aquí cargado.

Mujer, no me trates así,
No lastimes a este peón que te adora,
Mujer, no me trates así,
Escucha a este corazón mío,
Es por ti que llora.

Qué cerveza ni qué nada,
Hoy nadie me detiene,
Perdí a mi novia,
Hoy quiero aguardiente puro.

Mujer, no me trates así,
No lastimes a este peón que te ama,
Mujer, no me trates así,
Escucha a este corazón mío,
Es por ti que llama.

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