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Viajero Intergaláctico

Arthur Araújo

Viajante Intergaláctico

Na minha espaçonave interstelar
Viajando a anos luz pelas estrelas
Me deparei com lindo planeta azul
Tão rico em formas e cheio de vida

Então desci dos céus para contemplar ali
O explendor de um astro tão pequeno
E dentre tantas belas formas de vida
Conheci aquela que se dizia ser

A evolução da espécia humana
Soberana sobre toda forma de vida
E convivi com aqueles seres especiais
Para aprender um pouco da sua cultura

Eles se cobrem com couros e tecidos
Para esconder a vergonha de si mesmos
São muito vaidosos, pois se acham feios
E enganam aos outros como se não fosse a si mesmo

Esperam sempre um amanhã que nunca vem
E acham que a riqueza venha de ouro ou diamantes
Constroem bobas que devastariam o mundo inteiro
Na ilusão de provar quem tem mais poder

Convivem sempre com conflitos sociais
Encontram na diversão uma forma de não sofrer
E assim mesmo vão levando as suas vidas
Esquecendo que em breve um dia vão morrer

E embora curta fosse a minha estranha passagem
Deu pra aprender o que não se deve fazer
E ainda encontrei um tal maluco beleza
Que cantava exatamente assim...

"Ô ô seu moço, do disco voador
Me leve com você, pra onde você for
Ô ô seu moço, mas não me deixe aqui
Enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí..."

Viajero Intergaláctico

En mi nave espacial interestelar
Viajando a años luz entre las estrellas
Me encontré con un hermoso planeta azul
Tan rico en formas y lleno de vida

Así que descendí de los cielos para contemplar allí
El esplendor de un astro tan pequeño
Y entre tantas bellas formas de vida
Conocí a aquella que se decía ser

La evolución de la especie humana
Soberana sobre toda forma de vida
Y conviví con esos seres especiales
Para aprender un poco de su cultura

Ellos se cubren con cueros y telas
Para ocultar la vergüenza de sí mismos
Son muy vanidosos, pues se consideran feos
Y engañan a los demás como si no fuera a sí mismos

Siempre esperan un mañana que nunca llega
Y creen que la riqueza viene del oro o diamantes
Construyen tonterías que devastarían el mundo entero
En la ilusión de demostrar quién tiene más poder

Conviven siempre con conflictos sociales
Encuentran en la diversión una forma de no sufrir
Y así siguen llevando sus vidas
Olvidando que pronto un día van a morir

Y aunque corta fue mi extraña visita
Pude aprender lo que no se debe hacer
Y aún encontré a un tal loco belleza
Que cantaba exactamente así...

"Oye, oye señor del platillo volador
Llévame contigo, a donde sea que vayas
Oye, oye señor, pero no me dejes aquí
Mientras sé que hay tantas estrellas por ahí..."

Escrita por: Arthur Araújo