395px

Agosto

Arthur Victor

Agosto

No último dia útil do mês de agosto
Quando tudo é muito pouco
Boa parte é desgosto
E tu não sabe se fica ou se vai
Se quer ou não quer mais
Mas mesmo assim
Você dá o nó na gravata
E disfarça
Se deixa levar pela multidão
Carnívora, devorará por dentro a solidão

Tem gente que fala e fala demais
E também tem medo do escuro
Medo de cair o avião
Eu não tenho medo de altura
Tenho medo é de cair na tentação de crer que a vida
É curta demais pra ser vivida
Vai, não fala isso, por favor

No último dia útil do mês de agosto
Quando tudo é muito pouco
Boa parte é desgosto

No último dia útil do mês de agosto
Quando tudo é muito pouco
Boa parte é desgosto
E tu não sabe se fica ou se vai
Se quer ou não quer mais
Mas mesmo assim
Você dá o nó na gravata
E disfarça
Se deixa levar pela multidão
Carnívora, devorará por dentro a solidão

Tem gente que fala e fala demais
E também tem medo da morte
Medo de nunca ter razão
Eu não tenho medo da chuva
Tenho medo é do estrago de um trovão ao pé do
Ouvido
"E se for tempo perdido?"
Vai, não fala isso, meu amor
Vai, não fala isso, por favor

No último dia útil do mês de agosto
Quando tudo é muito pouco
Boa parte é desgosto
E tu não sabe se fica ou se vai
Se quer ou não quer mais
Mas mesmo assim
Você dá o nó na gravata
E disfarça
E alguém vem te salvarda multidão
Pra te levar pra longe
Te curar da solidão

Agosto

En el último día hábil del mes de agosto
Cuando todo es muy poco
Buena parte es desdicha
Y no sabes si te quedas o te vas
Si quieres o no quieres más
Pero aún así
Te atas la corbata
Y disimulas
Te dejas llevar por la multitud
Carnívora, devorará por dentro la soledad

Hay gente que habla y habla demasiado
Y también le teme a la oscuridad
Miedo a que el avión se caiga
Yo no le tengo miedo a las alturas
Temo caer en la tentación de creer que la vida
Es demasiado corta para ser vivida
Ve, no digas eso, por favor

En el último día hábil del mes de agosto
Cuando todo es muy poco
Buena parte es desdicha

En el último día hábil del mes de agosto
Cuando todo es muy poco
Buena parte es desdicha
Y no sabes si te quedas o te vas
Si quieres o no quieres más
Pero aún así
Te atas la corbata
Y disimulas
Te dejas llevar por la multitud
Carnívora, devorará por dentro la soledad

Hay gente que habla y habla demasiado
Y también le teme a la muerte
Miedo a nunca tener razón
Yo no le tengo miedo a la lluvia
Temo el estruendo de un trueno cerca del
Oído
'¿Y si es tiempo perdido?'
Ve, no digas eso, mi amor
Ve, no digas eso, por favor

En el último día hábil del mes de agosto
Cuando todo es muy poco
Buena parte es desdicha
Y no sabes si te quedas o te vas
Si quieres o no quieres más
Pero aún así
Te atas la corbata
Y disimulas
Y alguien viene a salvarte de la multitud
Para llevarte lejos
Curarte de la soledad

Escrita por: Arthur Victor