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Periódico de Ayer

Arthur Victor

Jornal de Ontem

Tome amor
São as coisas que sobraram
Que deixei no meu armário
Mas pertencem à você

Não me leve a mal
Veja, os tempos já mudaram
Nosso amor agora estampa uma manchete de jornal

Mas quem vai ler um jornal que foi de ontem?
Já não serve mais de nada
A notícia já passou

Devias rir
Pois com esse papel velho
A gente embrulha as coisas frágeis
Pra mudança de amanhã

Tome amor
São as coisas que eu não disse
Que guardei na minha garganta
Mas pertencem à você

Não me leve a mal
Guardo na minha boca o gosto
Do teu beijo e de outras bocas que já tinha o teu aval, afinal

Mas quem vai ler um jornal que foi de ontem?
Já não serve mais de nada
A notícia já esfriou

Devias rir
Pois com esse papel velho
A gente embrulha as coisas frágeis
Pra mudança de amanhã

Periódico de Ayer

Toma amor
Son las cosas que quedaron
Que dejé en mi armario
Pero te pertenecen

No te lo tomes a mal
Mira, los tiempos ya cambiaron
Nuestro amor ahora es titular de un periódico

Pero ¿quién va a leer un periódico que fue de ayer?
Ya no sirve para nada
La noticia ya pasó

Deberías reír
Porque con ese papel viejo
Envolvemos las cosas frágiles
Para el cambio de mañana

Toma amor
Son las cosas que no dije
Que guardé en mi garganta
Pero te pertenecen

No me lo tomes a mal
Guardo en mi boca el sabor
De tu beso y de otras bocas que ya tenían tu aprobación, después de todo

Pero ¿quién va a leer un periódico que fue de ayer?
Ya no sirve para nada
La noticia ya se enfrió

Deberías reír
Porque con ese papel viejo
Envolvemos las cosas frágiles
Para el cambio de mañana

Escrita por: Arthur Victor