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Lampião

Artigo 2

Lampião

Parte 1 - W.E

No atropelo eu chego rajada de pensamentos
Lentos momentos que eu presencio tanto sofrimento
Povo de rocha lascado quem é daqui "tá ligado"
Cerrado ensangüentado pipoco pra todo lado
Vá se lascar abestado que quer atrasar nosso lado
Dizendo que hip-hop é coisa de cabra safado
Cabra safado é tu eu vou de norte a sul
E se tu não gostou vá...
Sinceridade no verso esse é o nosso universo
Mentira da moléstia que aqui tem ordem e progresso
Vem com conversa não político do cão
Lembra do severino só na época de eleição
Cabra de peia cadeia é pouco pra tu
Coisa ruim secretário de Belzebu
Deixa o povo passando fome pra viver no luxo
Merece morrer com a peixeira enfiada no bucho

REFRÃO

Artigo doooiis
(rap é expressão é revolução é rebelião tipo Lampião)

Parte 2 - Doctor Zumba

Deixa eu chegar chegando maluco "passa o pano"
Doctor Zumba doido cangaceiro suburbano
Deixe de fuleragem deixe de falar besteira
Pauleira brasileira música não tem fronteira
Falo da vida no gueto sem sossego sem respeito
Miséria fome lamento nem "Pádi Ciço" dá jeito
Pé de bota covarde Deus que me livre e guarde
Arrocha todo mundo mesmo sem necessidade
Segue assim a triste sina louco de merla na esquina
Outro doidão no boteco enche a cara de "cagibrina"
Sei que o sistema quer mais é me ver lascado
Jogado numa sarjeta noiado ou então na cela trancado
Bando de "fidirapariga" eu lamento
Mas não te dou esse gosto carcará sanguinolento
Sou caranguejo não pra andar de marcha ré
[Deixe de rap!]
Oxi é doidé?

REFRÃO

Parte 3 - Doctor Zumba e W.E

Doido se aprochegue agora
Bote o talento pra fora
Para o senhor e a senhora
"Se admirar"
Chego e mostro meu talento
Caminhando contra o vento
Hip-Hop é o movimento
Tem que respeitar
Rap-repente a mistura
Duro que nem rapadura
Valorizando a cultura
Do nosso lugar
Rimando a periferia
Falando da covardia
Só "vamo" parar no dia
Que o sertão virar mar

Lampião

Parte 1 - W.E

No me apuro, llego con una ráfaga de pensamientos
Momentos lentos en los que presencio tanto sufrimiento
Gente de roca astillada, quien es de aquí 'está conectado'
Cerrado ensangrentado, disparos por todas partes
Vete al diablo, idiota, que quieres retrasar nuestro lado
Diciendo que el hip-hop es cosa de cabro chico
Cabro chico eres tú, yo voy de norte a sur
Y si no te gusta, vete...
Sinceridad en el verso, este es nuestro universo
Mentira de la enfermedad, aquí hay orden y progreso
No vengas con tu charla, político del demonio
Recuerda a Severino, solo en época de elecciones
Cabro de palo, la cárcel es poco para ti
Mala cosa, secretario de Belcebú
Deja al pueblo pasando hambre para vivir en el lujo
Merece morir con el cuchillo clavado en el vientre

CORO

Artículo dos
(el rap es expresión, es revolución, es rebelión al estilo de Lampião)

Parte 2 - Doctor Zumba

Déjame llegar, llegando loco 'pasa el trapo'
Doctor Zumba, loco cangaceiro suburbano
Deja de tonterías, deja de hablar tonterías
Pelea brasileña, la música no tiene fronteras
Hablo de la vida en el gueto sin descanso, sin respeto
Miseria, hambre, lamento, ni 'Pádi Ciço' arregla
Botas cobardes, Dios me libre y me guarde
Aplasta a todos sin necesidad
Sigue así la triste historia, loco de droga en la esquina
Otro loco en el bar, emborrachándose con 'cagibrina'
Sé que el sistema quiere verme jodido
Tirado en una cuneta drogado o encerrado en la celda
Banda de 'hijos de puta', lo lamento
Pero no te doy ese gusto, caranchoa sanguinario
Soy cangrejo, no para andar hacia atrás
[¡Deja el rap!]
¿Estás loco?

CORO

Parte 3 - Doctor Zumba y W.E

Loco, acércate ahora
Saca tu talento
Para el señor y la señora
'Admirarse'
Llego y muestro mi talento
Caminando contra el viento
El hip-hop es el movimiento
Hay que respetar
Rap repentino, la mezcla
Duro como la rapadura
Valorando la cultura
De nuestro lugar
Rimando la periferia
Hablando de la cobardía
Solo vamos a parar el día
Que el sertón se convierta en mar

Escrita por: Doctor Zumba