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Boi de Carro

Artilheiros do Forró

Boi de Carro

Fui buscar um boi de carro que estava na prisão
Pra levar pro matadouro ao pedido do patrão
Quando eu joguei o laço o animal pra mim olhou
E o que ele me falou foi de cortar coração. (bis)

Me disse assim: portador, destino triste é o meu
Eu não sei por qual motivo o meu patrão me vendeu
Ajudei a tanta gente, fui escravo do roçado
Depois de velho e cansado ninguém me agradeceu. (bis)

Ao lado do boi vapor, o meu primeiro parceiro
Só puxava o carro cheio, obedecendo ao carreiro
Na passagem do riacho me ajoelhava no barro
Ou desatolava o carro ou quebrava o tamboeiro. (bis)

Quem trabalhava comigo batia por desaforo
Cortava meu corpo inteiro com um chicote de couro
Em vez de me libertar para morrer no cercado
Meu sangue vai ser jorrado nas tábuas do matadouro. (bis)

Boi de Carro

Fui a buscar un toro en carro que estaba en la cárcel
Para llevarlo al matadero por pedido del patrón
Cuando lancé el lazo, el animal me miró
Y lo que me dijo fue de partir el corazón. (bis)

Me dijo así: portador, triste es mi destino
No sé por qué motivo mi patrón me vendió
Ayudé a tanta gente, fui esclavo del campo
Después de viejo y cansado, nadie me agradeció. (bis)

Al lado del toro vapor, mi primer compañero
Solo tiraba del carro lleno, obedeciendo al carretero
En el paso del arroyo me arrodillaba en el barro
O desatascaba el carro o rompía el timonero. (bis)

Quien trabajaba conmigo me golpeaba por despecho
Cortaba todo mi cuerpo con un látigo de cuero
En vez de liberarme para morir en el corral
Mi sangre será derramada en las tablas del matadero. (bis)

Escrita por: Delmiro Barros / Fenelon Dantas