Saravá
Navio negreiro no fundo do mar
Correntes pesadas na areia à arrastar
A negra escrava se pôs a cantar
Saravá minha mãe Iemanjá
Trago na pele a cor de uma luta
Rebeldia dos pés ao cabelo
O meu gingado é movimento de batalha
As minhas correntes
São as malditas catracas
Catracas que me prendem no local
O meu defensor
Capitão do mato fardado
Mas a minha luta é preta
Por uma paz menos branca!
Saravá
Un barco de esclavos en el fondo del mar
Cadenas pesadas en la arena arrastrando
La esclava negra comenzó a cantar
Saravá mi madre Yemanja
Traigo en la piel el color de una pelea
Rebelión de pies a cabello
Mi aleteo es movimiento de batalla
Mis cadenas
Son los torniquetes sangrientos
Torniquetes que me sujetan en el acto
Mi defensor
Capitán del arbusto en uniforme
Pero mi lucha es negra
¡Por una paz menos blanca!
Escrita por: Marinheiro Navio Negreiro e Vitória Silva