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Nega / Escucha / Venganza

As Galvão

Negue / Ouça / Vingança

Negue o seu amor, o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise, machucando com jeitinho
Este coração que ainda é seu

Diga que o meu pranto é covardia
Mas não esqueça
Que você foi meu um dia

Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
Que eu mostro a boca molhada
E ainda marcada pelo beijo seu

Ouça, vá viver sua vida com outro bem
Hoje eu já cansei de pra você não ser ninguém
O passado não foi o bastante pra lhe convencer
Que o futuro seria bem grande, só eu e você

Quando a lembrança com você for morar
E bem baixinho de saudade você chorar
Vai lembrar que um dia existiu
Um alguém que só carinho pediu
E você fez questão de não dar
Fez questão de negar

O remorso talvez seja a causa do teu desespero
Você deve estar bem consciente do que praticou
Me fazer passar esta vergonha com um companheiro
E a vergonha é a herança maior que meu pai me deixou

Mas, enquanto houver força no meu peito eu não quero mais nada
Só vingança, vingança, vingança aos santos clamar
Você há de rolar como as pedras que rolam na estrada
Sem ter nunca um cantinho de seu pra poder descansar

Nega / Escucha / Venganza

Nega tu amor, tu cariño
Di que ya me olvidaste
Pisa, lastimando con ternura
Este corazón que aún es tuyo

Di que mi llanto es cobardía
Pero no olvides
Que fuiste mío algún día

Di que ya no me quieres
Nega que me perteneciste
Que muestro la boca mojada
Y aún marcada por tu beso

Escucha, ve a vivir tu vida con otro amor
Hoy ya me cansé de no ser nadie para ti
El pasado no fue suficiente para convencerte
Que el futuro sería grandioso, solo tú y yo

Cuando el recuerdo contigo se instale
Y en silencio llores de añoranza
Recordarás que existió un día
Alguien que solo pidió cariño
Y tú te empeñaste en no dar
Te empeñaste en negar

El remordimiento tal vez sea la causa de tu desesperación
Debes estar bien consciente de lo que hiciste
Hacerme pasar esta vergüenza con un compañero
Y la vergüenza es la herencia más grande que mi padre me dejó

Pero, mientras haya fuerza en mi pecho, no quiero nada más
Solo venganza, venganza, clamar a los santos
Rodarás como las piedras que ruedan en el camino
Sin tener nunca un rincón propio para descansar

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