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Raíces

As Marcianas

Raízes

Ainda me lembro com saudade do interior
Quando se fazia com amor grandes festas em romaria
Eram centenas de carros de bois toldados
Cantando em duetados em uma só melodia
Me lembro sempre do meu tempo de criança
Onde passei a minha infância do pensamento não sai
Até parece que vejo em minha frente
Vou ouvindo constantemente as vozes de mamãe e papai

Vai, vai, boi não para não
Vamos agradecer as graças alcançadas pro sertão.

Hoje me resta uma traia pendurada
Junto a ela acompanhada uma vara de ferrão
Para que vejam a juventude na cidade
A grande simplicidade do sertanejo irmão
Naquela vara tem o nome de uma boiada
Que pra sempre deixei gravada marcando os tempos do sertão
Como lembrança hoje eu tenho comigo
Do carro de boi amigo a triste separação

Raíces

Aún recuerdo con nostalgia el interior
Cuando se celebraban con amor grandes fiestas en romería
Eran cientos de carretas de bueyes cubiertas
Cantando a dúo en una sola melodía
Siempre recuerdo mi tiempo de niñez
Donde pasé mi infancia, el pensamiento no se va
Hasta parece que veo frente a mí
Escucho constantemente las voces de mamá y papá

Vamos, vamos, buey no pares
Vamos a agradecer las gracias alcanzadas para el sertón

Hoy me queda un arreo colgado
Junto a él, acompañado de una vara de aguijón
Para que vean la juventud en la ciudad
La gran sencillez del hermano sertanejo
En esa vara está el nombre de una manada
Que para siempre dejé grabada, marcando los tiempos del sertón
Como recuerdo hoy tengo conmigo
La triste separación del carro de bueyes amigo

Escrita por: Romanito / Jocimar