De Volta Ao Samba
O samba morreu, emudeceu o som da marcação
A luz apagou, desafinou o som do violão
A rima perfeita se perdeu,
A poesia feneceu, meu tamborim calou
Finda o carnaval com suas cores,
Transformando-se em dores
E cinza é o que restou
Procuro uma canção pro meu enredo
Não encontro mais
O ronco da cuíca já ficou pra trás
Não há razão pra erguer minha bandeira
Ai que saudade de ouvir a saideira
O meu cavaco que toca dolente
Não me acompanha como antigamente
Da madrugada já está ausente
Não pode mais chorar
Quando a tristeza tocou minha mente
Um samba novo nasceu de repente,
Me devolveu, definitivamente,
O prazer de sambar
O samba se eterniza a cada geração
Padece, agoniza, mas resiste
Nas mãos de um poeta sempre outro refrão
Balança, às vezes cai, mas não desiste
De Vuelta al Samba
El samba murió, se apagó el sonido de la marca
La luz se apagó, desafinó el sonido de la guitarra
La rima perfecta se perdió,
La poesía falleció, mi tamborim se calló
Termina el carnaval con sus colores,
Transformándose en dolores
Y ceniza es lo que quedó
Busco una canción para mi enredo
Ya no la encuentro
El ronquido del cuíca quedó atrás
No hay razón para levantar mi bandera
Ay, qué nostalgia de escuchar la despedida
Mi cavaquinho que toca doliente
Ya no me acompaña como antes
De la madrugada ya está ausente
Ya no puede llorar más
Cuando la tristeza tocó mi mente
Un samba nuevo nació de repente,
Me devolvió, definitivamente,
El placer de sambar
El samba se eterniza en cada generación
Padece, agoniza, pero resiste
En manos de un poeta siempre otro estribillo
Se tambalea, a veces cae, pero no se rinde
Escrita por: Junior Rodrigues / Wander-Lãan Vaz