Dois Mundos
Dois mundos, como duas línguas sem nada em comum
Duas vivências, dois tipos de estímulo
Procure o ponto em comum só pra se descobrir
O estranho no ninho a se divertir, não é mesmo?
O foco da luz a se estreitar, cada vez mais curto
No escuro é difícil se enxergar
Venha, se chegue perto, eu quero lhe mostrar
Tudo que acho certo, e pretendo te ensinar
O nó, o passo, o pulo, o laço, que mais se passar
Cuidado com a altura, não vá se derrubar
Um sonho inalcançável como o fundo do mar
Ao certo é melhor deixar o muro levantar
Tentando trazer uma ideia, uma perspectiva
Uma visão da realidade contra sua opinião
O foco da luz a se estreitar, já não vejo muito
Junto aos vermes vou me enterrar
Venha, se chegue perto, eu quero lhe mostrar
Tudo que acho certo, e pretendo te ensinar
O nó, o passo, o pulo, o laço, que mais se passar
Cuidado com a altura, não vá se derrubar
Lamento, mas já é hora de eu me levantar
Em tempo, cada ferida há de um dia se fechar
Enquanto eu tento me erguer para continuar
A caminhada que sequer sei onde vai chegar
Eu sinto muito que suas pernas não mais te sustentam
Mas sinto mais porque você não quer andar
Dos Mundos
Dos mundos, como dos idiomas sin nada en común
Dos experiencias, dos tipos de estímulo
Busca el punto en común solo para descubrirte
El extraño en el nido divirtiéndose, ¿no es así?
El enfoque de la luz estrechándose, cada vez más corto
En la oscuridad es difícil verse
Ven, acércate, quiero mostrarte
Todo lo que creo correcto, y pretendo enseñarte
El nudo, el paso, el salto, el lazo, lo que pueda suceder
Cuidado con la altura, no vayas a caerte
Un sueño inalcanzable como el fondo del mar
En realidad es mejor dejar que el muro se levante
Intentando traer una idea, una perspectiva
Una visión de la realidad en contra de tu opinión
El enfoque de la luz estrechándose, ya no veo mucho
Junto a los gusanos me enterraré
Ven, acércate, quiero mostrarte
Todo lo que creo correcto, y pretendo enseñarte
El nudo, el paso, el salto, el lazo, lo que pueda suceder
Cuidado con la altura, no vayas a caerte
Lamento, pero ya es hora de levantarme
A su debido tiempo, cada herida habrá de cerrarse
Mientras intento levantarme para seguir adelante
El camino que ni siquiera sé a dónde llevará
Lamento que tus piernas ya no te sostengan
Pero lamento más que no quieras caminar
Escrita por: Augusto Aguieiras