Juquinha Mulato
Quem conheceu
O Juquinha mulato
Caboclo bom de papo
Lá da Vila Miriti
Era ligeiro
Não perdia uma parada
Com o amigo camarada
Não bebia Parati
Toda moçada
Tinha nele confiança
Era velho
Era criança
A gabar
Seu proceder
Porém um dia
De emboscada eutanásia
Se armou de uma navalha
Sepultando o seu viver
Ele vivia feliz
Mas surgiu na sua vida
A tal Flor de Lis
Mulata sestrosa
Dengosa
Olhos verdes
Formosa
Ninguém resistia
Ao seu olhar
E o Juquinha Mulato
Caiu que nem pato
Na ânsia de amar
Bem que não existe
Um perfeito sem defeito
E da noite para o dia
O Juquinha se perdeu
Enamorado resolveu
Beber cachaça
E daí veio a desgraça
Quantos crimes cometeu
Foi por um beijo
Um sorriso
Um olhar
Da mulata flor de lis
Que o fez tão infeliz
E aqui termina
Esta história que eu ouvi
Numa noite enluarada
Lá da Vila Miriti
Juquinha Mulato
Quien conoció
A Juquinha mulato
Caboclo buen conversador
De la Vila Miriti
Era ágil
No se perdía una fiesta
Con su amigo camarada
No bebía Parati
Toda la juventud
Tenía confianza en él
Era viejo
Era niño
Alababan
Su comportamiento
Pero un día
De emboscada y eutanasia
Se armó con una navaja
Sepultando su vivir
Él vivía feliz
Pero surgió en su vida
La tal Flor de Lis
Mulata coqueta
Mimosa
Ojos verdes
Hermosa
Nadie resistía
A su mirada
Y Juquinha Mulato
Cayó como pato
En el deseo de amar
Aunque no existe
Un perfecto sin defecto
Y de la noche a la mañana
Juquinha se perdió
Enamorado decidió
Beber cachaça
Y de ahí vino la desgracia
Cuántos crímenes cometió
Fue por un beso
Una sonrisa
Una mirada
De la mulata flor de lis
Que lo hizo tan infeliz
Y aquí termina
Esta historia que escuché
En una noche de luna
De la Vila Miriti
Escrita por: Almeida Batista / Oscar Bellandi