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Pata de trapo (part. Sérgio Lamarca)

Augusto Oliveira

Pé de Pano (part. Sérgio Lamarca)

Era pra mim
Desfaz o olhar que trouxe aqui
Quando vi que era páreo
Já perdi
O pé de pano num serve pra ir
Nessa disputa ou jogo
Que eu vi
Vou saindo de fininho ou
Vai acabar sobrando
Pra mim
E a sobra é o que me cabe e me coube
Nem sempre foi assim
Gravemente entregue a tudo que sinto
Não sei mentir
Segurando o que não tem como conter
Vai explodir
Derramando o que tenho por ti
É a ponta de um iceberg e nem deu pra sentir
Serviu pra aliviar o mal enfim
E que meu coração de estopa
Vai te fazer
Sorrir
Eu alegro sua tristeza e só por um
Talvez a chance
Que tudo se resolva numa boa
Pra eu poder seguir
Com uma pontinha de amor falido
Ou um mártir
Se eu sumir não vá pensar que
Eu fugi

E eu azarão desqualificado pé de pano
Sem os pano da moda kit carro do ano
Tanta fome de você, me sinto somaliano
Você pisa o mundo treme coração haitiano

Estando com você ou não tempo não se desperdiça
A guerra interna e externa e eu quero ser mais Suíça
Neutro! Mas bater o banzo é trabalho eterno
Revolta circuito interno. Se rende gravata e terno

Me escolher é trocar uma taça pela caneca
A bolada pela merreca tártaro invés da meca
Ao lado dos puro sangue não passo de mais um jeca
Mas depende de você ser amazona ou boneca

Na estante ou estandarte? A escolha é nossa
E jogar o que cê tinha na fossa foi sua parte tio
Vacilão! Agora ela partiu
Pro usuário de gente abstinência surgiu

Pata de trapo (part. Sérgio Lamarca)

Era para mí
Desvanece la mirada que te trajo aquí
Cuando vi que era competencia
Ya perdí
La pata de trapo no sirve para esto
En esta disputa o juego
Que vi
Me voy saliendo de puntillas o
Va a terminar sobrando
Para mí
Y lo que sobra es lo que me corresponde y me cupo
No siempre fue así
Gravemente entregado a todo lo que siento
No sé mentir
Sosteniendo lo que no se puede contener
Va a explotar
Derramando lo que tengo por ti
Es la punta de un iceberg y ni siquiera pude sentirlo
Sirvió para aliviar el mal al fin
Y que mi corazón de estopa
Te hará
Sonreír
Yo alegraré tu tristeza y solo por un
Tal vez la oportunidad
De que todo se resuelva de buena manera
Para poder seguir
Con un poquito de amor fallido
O un mártir
Si desaparezco no pienses que
Huí

Y yo, desafortunado descalificado pata de trapo
Sin los trapos de moda, kit de carro del año
Tanta hambre de ti, me siento somalí
Tú pisas y el mundo tiembla, corazón haitiano

Estar contigo o no, el tiempo no se desperdicia
La guerra interna y externa y quiero ser más Suiza
¡Neutral! Pero vencer la melancolía es trabajo eterno
Revolta circuito interno. Se rinde corbata y traje

Elegirme es cambiar una copa por la taza
El golpe por la miseria, tártaro en lugar de la meca
Al lado de los pura sangre, no soy más que un jeca
Pero depende de ti ser amazona o muñeca

¿En el estante o estandarte? La elección es nuestra
Y tirar lo que tenías en el foso fue tu parte, tío
¡Vacilón! Ahora ella se fue
Para el usuario de gente, la abstinencia surgió

Escrita por: Augusto Oliveira / Sérgio Lamarca