Balada do Amor Clichê
Cansei desses amores operários
Que trazem um crachá por sobre o peito
Amores pensionistas, perdulários
Que, quando acabam, vão parar em pleito
Cansei desses amores seriados
Que cospem seus clichês como quem cria
Amores repetidos, formatados
Doutores em modernas velharias
Melhor arder no gelo da Sibéria
Do que sorver veneno de outra artéria
Prefiro amar a mim a amar ninguém
E, assim, de bem comigo, bater asas
Ver, onde quer que eu durma, minha casa
Enquanto o verdadeiro amor não vem
Balada del Amor Cliché
Me cansé de estos amores obreros
Que llevan una placa sobre el pecho
Amores pensionados, derrochadores
Que, cuando terminan, terminan en pleito
Me cansé de estos amores en serie
Que escupen sus clichés como quien los crea
Amores repetidos, formateados
Doctores en modernas antigüedades
Mejor arder en el hielo de Siberia
Que beber veneno de otra arteria
Prefiero amarme a mí que a nadie más
Y así, en paz conmigo, echar a volar
Ver, donde quiera que duerma, mi hogar
Mientras el verdadero amor no llega
Escrita por: Alvaro Cueva / Leo Costa / Leo Nogueira