395px

El Espejo del Gusto

Autofobia

O Espelho do Gosto

Eu consigo te ver sozinho
Escondido
No meio da multidão

Já te vi até sorrindo
Mentindo
Pra se sentir um irmão

Mas por dentro eu sei
Seu quadro é negro de carvão
Sujo como carvão
Roubou a sua razão

Você não se despediu
Saiu
Deixou todos na mão

Partiu sem moral
Ilegal
Dentro da sua decisão

Mas por dentro eu sei
Seu quadro é negro de carvão
Sujo como carvão
Pintou seu corpo no chão

Vai!
Dê as caras
Mostre o rosto
Não abaixe a cabeça
A chuva ainda não bate no olho.

Sai!
Saia daqui
Mas antes olhe no rosto
O espelho do gosto
Doce de quem quer viver

Pintado no desespero do normal
Do padrão, da moral
Misturado no sangue que corre à mão
Que se estendeu em vão

El Espejo del Gusto

Puedo verte solo
Escondido
En medio de la multitud

Ya te vi sonriendo
Mintiendo
Para sentirte como un hermano

Pero por dentro sé
Tu cuadro es negro como carbón
Sucio como carbón
Robó tu razón

No te despediste
Te fuiste
Dejaste a todos colgados

Te fuiste sin moral
Ilegal
Dentro de tu decisión

Pero por dentro sé
Tu cuadro es negro como carbón
Sucio como carbón
Pintó tu cuerpo en el suelo

¡Vamos!
Aparece
Muestra tu rostro
No agaches la cabeza
La lluvia aún no golpea tus ojos.

¡Vete!
Sal de aquí
Pero antes mira en el rostro
El espejo del gusto
Dulce para aquellos que quieren vivir

Pintado en la desesperación de lo normal
Del estándar, de la moral
Mezclado en la sangre que corre por la mano
Que se extendió en vano

Escrita por: Marcos Hunger