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Paraguas Desarmado

Avestruz de Cinta-liga

Guarda-chuva Desarmado

Não demoro a ver
O que vi logo que avistei
Da minha janela amadeirada
Eu vi a rua beber água
Da chuva de ontem que tomei

Não demoro a ver
Um pedaço de chão que esmaguei
No couro do meu sapato assolado
Vejo ainda crescer no mato
Um capim seco em que pisei

Não demoro a ver
Uma gota parada bem aonde eu deixei
Pobre guarda-chuva desarmado
Pois ainda cai no telhado
Sobra d’água da chuva de ontem
Que não choveu

Paraguas Desarmado

No tardo en ver
Lo que vi en cuanto avisté
Desde mi ventana de madera
Vi la calle beber agua
De la lluvia de ayer que tomé

No tardo en ver
Un pedazo de suelo que aplasté
En la suela de mi zapato desgastado
Aún veo crecer en la maleza
Un pasto seco en el que pisé

No tardo en ver
Una gota quieta justo donde la dejé
Pobre paraguas desarmado
Pues aún cae en el techo
Sobrante de agua de la lluvia de ayer
Que no llovió

Escrita por: Nathan Magalhães