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Malhazine

Azagaia

Malhazine

Eu não vos escovo, nem um pouco
Eu cuspo na vossa cara
E se me derem um míssil, eu aponto
E atiro na vossa cara
Morram! E levem convosco este governo assassino
Que mata crianças e mulheres gravidas, eu afirmo
E reafirmo a vossa culpa

Seus filhos da luta
Que se envergonham de ter parido toda esta raça imunda
De políticos, sínicos, bandos de incessíveis
Quem é que devolve as minhas pernas?
São vocês ou os vossos mísseis?
Hai, mãe! Eu vou vingar a tua dor
Tu que do teu colo mais um filho, o governo arrancou
Hai, pai! Eu vou vingar a tua dor
Tu querias ter ido no lugar do teu sucessor
E a casa que desabou!
Foram 20 ou foram 13
Que morreram de uma vez
Em nome do vosso desinteresse
E quem é que consola este pai?
Este filho desesperado?
Que chora mãe que já não é mãe
É mais um corpo desabado

Mas porquê?
Porque somos apenas números?
Nada mais que impostos?
Veja os meus olhos úmidos
Veja as lágrimas no meu rosto
Não sou apenas mais um voto
Eu sou de carne, eu sou de osso
Não apenas mais um pretexto
Para meter mais notas no vosso bolso

E os estilhaços da vossa nobre incompetência
Deixaram em pedaços a minha pobre existência
Eu não procuro o culpado
Eu procuro a pior maneira de ele ser executado, enforcado e enterrado
Junto ao que restou da minha casa
Atear fogo sobre ele para sentir a minha desgraça
E desenterrar a minha família dos escombros

Enquanto fazem mais discursos
E levantam os ombros

Malhazine

Yo no les escribo, ni un poco
Les escupo en la cara
Y si me dan un misil, apunto
Y lo lanzo a su cara
¡Muéranse! Y llévense con ustedes a este gobierno asesino
Que mata niños y mujeres embarazadas, lo afirmo
Y reafirmo su culpa

Ustedes, hijos de la lucha
Que se avergüenzan de haber parido toda esta raza inmunda
De políticos, cínicos, grupos de insaciables
¿Quién me devuelve mis piernas?
¿Son ustedes o sus misiles?
¡Ay, madre! Voy a vengar tu dolor
Tú que de tu regazo, el gobierno te arrancó a otro hijo
¡Ay, padre! Voy a vengar tu dolor
Tú querías haber ido en lugar de tu sucesor
¿Y la casa que se derrumbó?
¿Fueron 20 o fueron 13?
Que murieron de una vez
En nombre de su desinterés
¿Y quién consuela a este padre?
¿A este hijo desesperado?
Que llora por una madre que ya no es madre
Es más un cuerpo desmoronado

¿Pero por qué?
¿Porque somos solo números?
Nada más que impuestos?
Mira mis ojos húmedos
Mira las lágrimas en mi rostro
No soy solo un voto más
Soy de carne, soy de hueso
No solo un pretexto más
Para meter más billetes en su bolsillo

Y los fragmentos de su noble incompetencia
Dejaron en pedazos mi pobre existencia
No busco al culpable
Busco la peor manera de que sea ejecutado, ahorcado y enterrado
Junto a lo que quedó de mi casa
Prenderle fuego para sentir mi desgracia
Y desenterrar a mi familia de los escombros

Mientras hacen más discursos
Y levantan los hombros

Escrita por: Azagaia