O País É Nosso
O país é teu
O país é meu
O país é nosso
Nosso Moçambique
Da ponta d ouro
Até o rovuma
O país é lindo
Nosso Moçambique
Temos as florestas
E as savanas
As belas praias
E os minerais
Veja os planaltos
Rios e lagoas
Veija as montanhas
E os animais
Toda nossa terra
É uma herança
Onde nós nascemos
Plantamos esperança
O país é teu
O país é meu
O país é nosso
Nosso Moçambique
Eu li a tua história
Nas páginas escritas pelos homens
Vi tua geografia batizada com outros nomes
Deixaram-te esfomeada pra sacear outras fomes
Homens morreram por ti de botas e uniformes
Eu vi teus filhos falarem pra calarem suas guerras
Eu vi os multiplicarem-se e habitarem tuas terras
Eu fui do índico ao zumbo
Fui do rovuma ao maputo
Teus filhos falam muitas linguas mas no mesmo
Mabulu
Eles falam das tuas praias
Dos teus rios e lagos
Alimentam-se desse peixe
Que ofereces ao barcos
Depois vêm os camponeses engravidarem-te
Lançam-te as sementes pra fazeres germinarem
E são vastas as florestas
Onde se perdem os animais
Homens acham as tuas pedras
E se perdem por minerais
Moçambique
Pertences a cada um de nós
És nossa mãe sacrificada
Tu pertences a todos nós
És nossa pátria amada
Nas planíces do sul
Eu vejo chopes e muzongas
Eles descrevem a tua beleza
Em xitsuas e bitongas
Timbilas e congas
As melodias são longas
Bebo canhu em guaza mutini
E descanço nas sombras
E os palmares em inhambane dão me coco e lanho
Bebo sura enquanto as praias me convidam ao banho
Arde o gás de pande
A estrada leva-me ao save
Atravesso aquele rio
Os ndaus entregam-me a chave
E os ndaus so falam da beira
Faço o desvio no inchope e faço escala na beira
To na estrada de novo
Quero chegar ao chimoio
E é na cabeça do velho onde para o meu olho
E no frio de manica subo a serra do vengo
Como és lindo lá de cima, Moçambique só vendo
Vou de tete até nampula
Zambézia e niassa
Mais carvão, mais madeira
Tu das tudo de graça
E quando chego à cabo delgado
Vou as praias do wimbe
Olho para o horizonte
E penso em ti Moçambique
Penso naqueles teus filhos
Que querem só para eles
E para viver as suas vidas fazem tu morreres
Tu não pertences a nenhum deles
A nossa mãe sacrificada
Tu pertences a todos nós
És nossa pátria amada
Nuestra Tierra
El país es tuyo
El país es mío
El país es nuestro
Nuestro Mozambique
Desde la punta de oro
Hasta el Rovuma
El país es hermoso
Nuestro Mozambique
Tenemos los bosques
Y las sabanas
Las hermosas playas
Y los minerales
Mira las mesetas
Ríos y lagunas
Mira las montañas
Y los animales
Toda nuestra tierra
Es una herencia
Donde nacimos
Plantamos esperanza
El país es tuyo
El país es mío
El país es nuestro
Nuestro Mozambique
Leí tu historia
En las páginas escritas por los hombres
Vi tu geografía bautizada con otros nombres
Te dejaron hambrienta para saciar otras hambres
Hombres murieron por ti con botas y uniformes
Vi a tus hijos pedir que callen sus guerras
Vi cómo se multiplican y habitan tus tierras
Fui del Índico al Zumbo
Fui del Rovuma al Maputo
Tus hijos hablan muchos idiomas pero en el mismo
Mabulu
Hablan de tus playas
De tus ríos y lagos
Se alimentan de ese pez
Que ofreces a los barcos
Luego vienen los campesinos a fertilizarte
Te lanzan las semillas para que germines
Y son vastos los bosques
Donde se pierden los animales
Hombres encuentran tus piedras
Y se pierden por minerales
Mozambique
Perteneces a cada uno de nosotros
Eres nuestra madre sacrificada
Perteneces a todos nosotros
Eres nuestra patria amada
En las llanuras del sur
Veo chopes y muzongas
Ellos describen tu belleza
En xitsuas y bitongas
Timbilas y congas
Las melodías son largas
Bebo canhu en guaza mutini
Y descanso en las sombras
Y las palmeras en Inhambane me dan coco y aceite
Bebo sura mientras las playas me invitan al baño
Arde el gas de Pande
El camino me lleva al Save
Cruzo ese río
Los ndaus me entregan la llave
Y los ndaus solo hablan de Beira
Hago el desvío en Inchope y hago escala en Beira
Estoy en la carretera de nuevo
Quiero llegar a Chimoio
Y es en la cabeza del viejo donde se detiene mi mirada
Y en el frío de Manica subo la sierra de Vengo
Qué hermoso es desde arriba, Mozambique solo viendo
Voy de Tete a Nampula
Zambézia y Niassa
Más carbón, más madera
Tú das todo gratis
Y cuando llego a Cabo Delgado
Voy a las playas de Wimbe
Miro hacia el horizonte
Y pienso en ti, Mozambique
Pienso en esos hijos tuyos
Que solo quieren para ellos
Y para vivir sus vidas te hacen morir
No perteneces a ninguno de ellos
Nuestra madre sacrificada
Perteneces a todos nosotros
Eres nuestra patria amada