395px

Lágrimas de Sangre (part. Carolina Deslandes)

B-leza

Lágrimas de Sangue (part. Carolina Deslandes)

É tão bom ter um brilhante
Que lindos que eles são
Encher a mão de diamantes
Cada dedo vale um milhão
Mas terás tu a noção, ou uma pequena opinião
Do que se passa no teu mundo
Nos campos de opressão?
Qual é tua opção? Obter ou matar?
Qual é a tua posição? Deixar de ter ou assassinar?
Segues a tua indignação, ou preferes pausar?
No tronco a pele de um animal no dedo o sangue a brilhar
Bem-vindo a África sádica
Às terras de histórias trágicas
Palco de guerras lunáticas, de mentes fanáticas
Diferenças dramáticas, fome, miséria em massas
Doenças, corpos nas valas, putos que carregam armas
Bem-vindo à Serra Leoa, antes da descoberta
Diamantes, boa! Escravos, atirem-se à terra
Tu até sabes disto mas ‘tás-te bem a cagar
Mete a safira playboy, hoje elas não te vão largar

Terras vermelhas afundam-se em sangue
Uma lágrima, um diamante
Tantas terras e uma distante
E aos nossos olhos irrelevante
Tantas estrelas, nenhuma brilhante
Tantos sábios e nenhum santo
Não quero acreditar, no entanto
Que Deus já não passa nas terras de sangue

Homens cavam, eles são escravos
Patrões batem nos criados
Fundo, mais fundo, seus inúteis quero resultados
Quem achar pode almoçar
Quem não achar vai continuar
Estás cansado vais levar, vocês tão cá p’ra trabalhar
O teu filho já é homem, 8 anos já não cai
E o filho do teu filho há-de ser igual ao pai
A vossa raça foi feita para servir o altar
E uma graça ou uma desfeita, vou vos ter que matar

Cava, cava
Sua, lavra
Baixa, apanha, levanta, e dá-me a pedra mais brava
Traz mais um se queres água
Que cara é essa de mágoa?
Hoje nem levaste, limpa ás lágrimas parva
À tua pala estou rico, devias ficar contente
A pedra do teu marido foi considerada a mais quente
Agora sai-me da frente
Que eu estou quase a fazer bang
Ias ser apenas mais uma a chorar lágrimas de sangue

Terras vermelhas afundam-se em sangue
Uma lágrima, um diamante
Tantas terras e uma distante
E aos nossos olhos irrelevante
Tantas estrelas, nenhuma brilhante
Tantos sábios e nenhum santo
Não quero acreditar, no entanto
Que Deus já não passa nas terras de sangue

Nos dia de hoje ainda persiste a escravatura
Diamantes são exportados e lapidados com ternura
Enquanto homens escravizados morrem pela tua luxúria
Usados, descartados, os seus direitos violados
Obrigados a estar calados, entre as feridas e o calos
Ter diamantes é bonito, mais bonito é evitá-los
Se um diamante falasse
Ele não conseguia falar
Se conseguisse
Na! Só conseguiria chorar!

Terras vermelhas afundam-se em sangue
Uma lágrima, um diamante
Tantas terras e uma distante
E aos nossos olhos irrelevante
Tantas estrelas, nenhuma brilhante
Tantos sábios e nenhum santo
Não quero acreditar, no entanto
Que Deus já não passa nas terras de sangue

Lágrimas de Sangre (part. Carolina Deslandes)

Es tan bueno tener un brillante
Qué lindos que son
Llenar la mano de diamantes
Cada dedo vale un millón
Pero ¿tendrás tú la noción, o una pequeña opinión
De lo que sucede en tu mundo
En los campos de opresión?
¿Cuál es tu opción? ¿Obtener o matar?
¿Cuál es tu posición? ¿Dejar de tener o asesinar?
¿Sigues tu indignación, o prefieres pausar?
En el tronco la piel de un animal, en el dedo la sangre brillar
Bienvenido a África sádica
A las tierras de historias trágicas
Escenario de guerras lunáticas, de mentes fanáticas
Diferencias dramáticas, hambre, miseria en masas
Enfermedades, cuerpos en fosas, chicos que cargan armas
Bienvenido a Sierra Leona, antes del descubrimiento
¡Diamantes, buena! Esclavos, tírense a la tierra
Tú sabes de esto pero te importa un carajo
Ponte el zafiro playboy, hoy ellas no te van a dejar

Tierras rojas se hunden en sangre
Una lágrima, un diamante
Tantas tierras y una distante
Y a nuestros ojos irrelevante
Tantas estrellas, ninguna brillante
Tantos sabios y ningún santo
No quiero creer, sin embargo
Que Dios ya no pasa por las tierras de sangre

Hombres cavan, ellos son esclavos
Patrones golpean a los criados
Profundo, más profundo, sus inútiles quiero resultados
Quien encuentre puede almorzar
Quien no encuentre seguirá
Estás cansado, vas a llevar, ustedes están aquí para trabajar
Tu hijo ya es hombre, 8 años ya no cae
Y el hijo de tu hijo será igual al padre
Vuestra raza fue hecha para servir al altar
Y una gracia o una desgracia, voy a tener que matarlos

Cava, cava
Siembra, labra
Baja, recoge, levanta, y dame la piedra más brava
Trae otro si quieres agua
¿Por qué esa cara de tristeza?
Hoy ni siquiera llevaste, limpia las lágrimas tonta
A tu costa estoy rico, deberías estar contenta
La piedra de tu marido fue considerada la más caliente
Ahora sal de mi camino
Que casi estoy a punto de hacer bang
Ibas a ser solo otra más llorando lágrimas de sangre

Tierras rojas se hunden en sangre
Una lágrima, un diamante
Tantas tierras y una distante
Y a nuestros ojos irrelevante
Tantas estrellas, ninguna brillante
Tantos sabios y ningún santo
No quiero creer, sin embargo
Que Dios ya no pasa por las tierras de sangre

En los días de hoy aún persiste la esclavitud
Los diamantes son exportados y pulidos con ternura
Mientras hombres esclavizados mueren por tu lujuria
Usados, desechados, sus derechos violados
Obligados a estar callados, entre las heridas y los callos
Tener diamantes es bonito, más bonito es evitarlos
Si un diamante hablara
No podría hablar
Si pudiera
¡Na! ¡Solo podría llorar!

Tierras rojas se hunden en sangre
Una lágrima, un diamante
Tantas tierras y una distante
Y a nuestros ojos irrelevante
Tantas estrellas, ninguna brillante
Tantos sabios y ningún santo
No quiero creer, sin embargo
Que Dios ya no pasa por las tierras de sangre

Escrita por: