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El Fantasma de Ella

Bacamartes

O Fantasma Dela

Do primeiro ao vigésimo cigarro
Do início ao fim da viagem
De julho ao Rio de Janeiro
Da calma ao intenso desespero
Quando canta me encanta
Me envenena quando fala
Suas palavras são como navalhas
Que retalham o meu coração

Dias se vão, dias me vem
E não um dia em que eu não seja refém
Do fantasma dela que disseca me aquece me enlouquece

Meu prazer meu sofrer
Me dá um beijo me deixa pra morrer
Meu prazer meu sofrer
Nunca vai me deixar esquecer

Esta tarde já é muito tarde pra mim
Pega a minha mão vamos fugir do fim
Que nos cerca, nos disseca, nos aquece nos enlouquece

E nas minhas mágoas eu afundo
Me perco entre o passado o futuro
Que não significam nada pra quem não vive no presente (mente)

El Fantasma de Ella

Del primero al vigésimo cigarrillo
Desde el principio hasta el final del viaje
De julio a Río de Janeiro
De la calma al intenso desespero
Cuando canta me encanta
Me envenena cuando habla
Sus palabras son como navajas
Que despedazan mi corazón

Los días se van, los días vienen
Y no hay un día en que no sea prisionero
Del fantasma de ella que me diseca, me calienta, me enloquece

Mi placer, mi sufrir
Me da un beso y me deja para morir
Mi placer, mi sufrir
Nunca me dejará olvidar

Esta tarde ya es muy tarde para mí
Toma mi mano, vamos a huir del final
Que nos rodea, nos diseca, nos calienta, nos enloquece

Y en mis penas me hundo
Me pierdo entre el pasado y el futuro
Que no significan nada para quien no vive en el presente (mente)

Escrita por: Bruno Juliano