Franqueza Rude
O teu olhar
Tem tanto fogo
E tanto ardor!
Que é bem capaz
De seduzir e de prender
Mais é o efeito!
De um capricho
E não de amor
Porque em teu peito
Amor não pode mais haver
Tens conseguido
Acorrentar aos olhos teus
Os desgraçados
Que se deixam iludir
Pois há mim
Não prenderás
Juro por Deus
Que aos teus ardis
Eu hei de sempre resistir
Eu não me iludo, não!
Com teu olhar ardente
Porque teu coração
Pertence há muita gente
(Eu não me iludo)
Acostumada a seduzir
E a dominar!
Julgaste fácil
Dominar a mim, também!
Mas nunca ao teu
Querer eu
Hei de me curvar
Porque sou muito
Altivo e mais como
Ninguém
Tiveste um dia
A vá ideia
Em me fitar
Com toda a força
De teus olhos de serpentes
Eu não me deixo fascinar
Por teus olhares
Eu não me prendo
Nos teus olhos, na correntes
Mesmo que teu amor
Seja um amor sincero
Mil vezes quero a dor
Mas teu amor, não quero!
(Mesmo)
Não quero amor
De quem amando
Todo mundo
Não sabe amar
Como um só
Que deve amar!
Embora o meu penar
Seja um penar profundo
Não hei de amar-te
Nunca há, e nunca me curvar
Transformarei
Meu coração num baluarte
Pra resistir
Aos teus assaltos, infernais!
Hei este orgulho dominar
Hei de mostrar-te
Que tu só és
Mulher, mulher
E nada mais!
Não estejas a fitar
Assim quem não te quer
Quem nunca ás de domar
Quem nunca ás de vencer!
Franqueza Ruda
Tu mirada
Tiene tanto fuego
Y tanto ardor
Que es capaz
De seducir y atrapar
Pero es el efecto
De un capricho
Y no de amor
Porque en tu pecho
Ya no puede haber amor
Has logrado
Atar con tus ojos
A los desdichados
Que se dejan engañar
Pero a mí
No me atarás
Juro por Dios
Que a tus artimañas
Siempre resistiré
¡No me ilusiono, no!
Con tu mirada ardiente
Porque tu corazón
Pertenece a mucha gente
(No me ilusiono)
Acostumbrada a seducir
Y a dominar
¡Pensaste fácil
Dominarme a mí también!
Pero nunca a tu
Voluntad
Me someteré
Porque soy muy
Altivo y más que
Nadie
Un día tuviste
La idea
De mirarme
Con toda la fuerza
De tus ojos de serpiente
No me dejo fascinar
Por tus miradas
No me enredo
En tus ojos, en las cadenas
Aunque tu amor
Sea un amor sincero
Mil veces prefiero el dolor
¡Pero tu amor, no lo quiero!
(Aunque)
No quiero amor
De quien amando
A todo el mundo
No sabe amar
Como uno solo
Que debe amar
Aunque mi sufrir
Sea un sufrir profundo
No te amaré
Nunca, y nunca me someteré
Transformaré
Mi corazón en una fortaleza
Para resistir
A tus asaltos infernales
Dominaré este orgullo
Te mostraré
Que solo eres
Mujer, mujer
Y nada más
No mires así
A quien no te quiere
A quien nunca has de domar
¡A quien nunca has de vencer!
Escrita por: João B. Poeta, M. da Silva (Caramuru)