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El Palo de las Chinas

Bahiano

O Pau Das Chinesas

Falou-se bastante
Das tais curandeiras
Que a curar mentiras
Vieram da China
Com seus dois pauzinhos
Cutucando os olhos
Porque tem antolhos
Dentro da menina!

Vá por mim, prefiro
Acabar caolho!
Porque não aspiro
Levar pau na vista!

O jornal do conde
Senador e etcetera
Diz que o pau penetra
E o bicho descobre!
Deu às três chinesas
Um chateau decente
Para calmamente
Ir nos roubando cobre!

Eu não caio nessa
Me encosto ao muro
Minha vista, depressa
Vou pôr no seguro!

Gente, a quê lamenta
Seu chinês pauzinho?
É muito fininho
Porque não remói
Mas eu vos garanto
Que já fui menino
Mesmo sendo fino
Pau na vista dói!

O padre Malvino
Me disse em segredo
Que de um pau bem fino
É que ele tem medo!

Minha sogra-bunda
Nas ideias minhas
Foi ver as chininhas
Sem me haver falado!
Voltou de lá zangada
Furiosa e brava
A dizer que estava
Com sua vista estragada!

Foi muito bem-feito
Pra’ra chorar é tarde!
Pois mesmo com jeito
Pau na vista arde!

El Palo de las Chinas

Se habló mucho
De esas curanderas
Que para curar mentiras
Vinieron de China
Con sus dos palitos
Picoteando los ojos
Porque tienen anteojeras
Dentro de la niña!

Créeme, prefiero
Terminar tuerto!
Porque no aspiro
A recibir palo en la vista!

El diario del conde
Senador y demás
Dice que el palo penetra
Y descubre la criatura!
Les dio a las tres chinas
Un castillo decente
Para tranquilamente
Ir robándonos el cobre!

Yo no caigo en eso
Me apoyo en el muro
Mi vista, rápidamente
La pondré a salvo!

Gente, ¿quién lamenta
Su palito chino?
Es muy delgado
Porque no muerde
Pero les garantizo
Que siendo niño
Aunque sea delgado
¡Palo en la vista duele!

El padre Malvino
Me dijo en secreto
Que de un palo muy delgado
Es lo que teme!

Mi suegra-culo
En mis ideas
Fue a ver a las chinitas
Sin decirme nada!
Volvió de allí enojada
Furiosa y brava
Diciendo que se había
Estropeado la vista!

Fue muy merecido
Llorar es tarde!
Porque incluso con cuidado
¡Palo en la vista arde!

Escrita por: Gustavo Edwin Tjäder