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Ni Para Adelante Ni Para Atrás

Baianito e Barrerito

Nem Pra Frente e Nem Pra Trás

No sertão da minha terra
Perto de Minas Gerais
Eu fui cantar numa festa
Na casa do seu Tomais

A festa estava animada
Muitas moças e rapaz
Mas ninguém não se mexia
Nem pra frente e nem pra trás

Pontiei minha viola
Nos acordes naturais
Uma morena bonita
Pra mim, fazia sinais

Penerando no salão
Tinha mais, de cem casais
Não tirava os pés do chão
Nem pra frente e nem pra trás

Nisso chegou dois caboclo
Com pintas de capataz
Entraram na brincadeira
Dizendo ser maiorais

Abraçaram uma sanfona
Querendo fazer cartais
Mais o fole não se abria
Nem pra frente e nem pra trás

Quando foi a meia noite
Essa não esqueço jamais
Uma velha pelancuda
Se agarrou, com o seu Tomais

Suas pernas estavam Dura
E a pobre, não foi capaz
De esticar suas pelancas
Nem pra frente e nem pra trás

Ni Para Adelante Ni Para Atrás

En el campo de mi tierra
Cerca de Minas Gerais
Fui a cantar en una fiesta
En la casa de Don Tomás

La fiesta estaba animada
Con muchas chicas y chicos
Pero nadie se movía
Ni para adelante ni para atrás

Tocaba mi guitarra
Con acordes naturales
Una morena bonita
Me hacía señas

Recorriendo el salón
Había más de cien parejas
No levantaban los pies del suelo
Ni para adelante ni para atrás

En eso llegaron dos tipos
Con pinta de capataces
Se unieron a la diversión
Diciendo ser los jefes

Agarraron un acordeón
Queriendo hacer alarde
Pero el fuelle no se abría
Ni para adelante ni para atrás

Cuando llegó la medianoche
Eso nunca lo olvidaré
Una vieja arrugada
Se aferró a Don Tomás

Sus piernas estaban tiesas
Y la pobre no pudo
Estirar sus arrugas
Ni para adelante ni para atrás

Escrita por: Otávio Kling / Januário Perdigão