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Status Quo

Baixo Clero

Status Quo

Senhores burgueses
Do alto de suas torres
Veem a cidade e suas cores
Do preto, cinza, ao vermelho
Sangue que escorre pelo espelho
Ao som da marcha dos trabalhadores
Indo a um velório sem flores
E homens morrem de fome
Nas calçadas sem nome
Tudo está como está
(Está em seu lugar)
Nobres burgueses
Da mais alta sociedade
Detentores da propriedade
Gemendo sangues de mil réis
Aos seus súditos fiéis
Em lenta morte severina
Inalando a vida à toxina
E nas noites geladas
Homens morrem nas calçadas
Onde está a mudança
Que me prometeram?
Igualdade
Nada disso era verdade
Tudo está como está
(Está em seu lugar)
Da para me ouvir?
O meu manifesto ecoar?
A primavera já vai chegar
E nos becos sem saídas
Homens perdem suas vidas
A troco de nada
Cruel destino nos condena
Música, teatro, cinema
Homens vagam por aí
Tentando se preencher
Seus bolsos de dinheiro
Vivendo em cativeiro
Repressão

Mas não importa o quanto eu gritar
Nada parece mudar
Tudo está como está

Status Quo

Señores burgueses
Desde lo alto de sus torres
Ven la ciudad y sus colores
Del negro, gris, al rojo
Sangre que escurre por el espejo
Al son de la marcha de los trabajadores
Yendo a un velorio sin flores
Y hombres mueren de hambre
En las aceras sin nombre
Todo está como está
(En su lugar)
Nobles burgueses
De la más alta sociedad
Poseedores de la propiedad
Gimiendo sangres de mil reales
A sus súbditos fieles
En lenta muerte severina
Inhalando la vida a la toxina
Y en las noches heladas
Hombres mueren en las aceras
¿Dónde está el cambio
Que me prometieron?
Igualdad
Nada de eso era verdad
Todo está como está
(En su lugar)
¿Puedes escucharme?
¿Mi manifiesto resonar?
La primavera ya va a llegar
Y en los callejones sin salida
Hombres pierden sus vidas
A cambio de nada
Cruel destino nos condena
Música, teatro, cine
Hombres vagan por ahí
Intentando llenarse
Sus bolsillos de dinero
Viviendo en cautiverio
Represión

Pero no importa cuánto grite
Nada parece cambiar
Todo está como está

Escrita por: Gabe Guimarães