Terça
Esses que saem nunca são iguais
Nunca são iguais aos que vieram pra cá
Suas mãos se tornam indelicadas
Suas roupas absorvem a fuligem essencial
Forasteiros ficam por aqui
Vem pra ficar, ficam pra sair
E onde sobra espaço pra mim?
Garotos invisíveis, mentes sensíveis
Piscinas fundas
Fácil de entrar
Viram sombras as construções colocadas de pé
Perdendo a razão nas placas flutuantes
Me ponho em pé na condução
Balança minha mente, mas ela continua no lugar
Oxidaram as cabeças mais belas
Talvez para essas não há salvação
Rápidos demais rotina ensaiada
A existência me pesa os pés
Não é o fim
É só mais uma terça-feira comum
Martes
Estos que se van nunca son iguales
Nunca son iguales a los que vinieron aquí
Sus manos se vuelven indelicadas
Sus ropas absorben la suciedad esencial
Los forasteros se quedan por aquí
Vienen para quedarse, se quedan para irse
¿Y dónde queda espacio para mí?
Chicos invisibles, mentes sensibles
Piscinas profundas
Fácil de entrar
Las construcciones erigidas se convierten en sombras
Perdiendo la razón en los letreros flotantes
Me pongo de pie en el transporte
Balancea mi mente, pero sigue en su lugar
Oxidaron las cabezas más bellas
Tal vez para ellas no hay salvación
Demasiado rápido, rutina ensayada
La existencia me pesa en los pies
No es el fin
Es solo otro martes común
Escrita por: Helmer de Castro