Caboclo
Eu não sou um maquinário
Desse sistema que você criou!
Nem quero ser um funcionário de carteira azul
Sem décimo terceiro!
E prefiro ser criança, já que pra entrar na dança tenho que me sujar,
Prefiro ser, um bebê no cueiro do que doutor sem felicidade!
Eu não sou um maquinário tenho que dormir e me alimentar,
Mas se penso em faltar ao trabalho,
O meu chefe vem me regular!
Será que eu sou um maquinário?
Tudo que eu faço tem que automatizar,
São tantos consentimentos, interesse singular.
Mas eu sei que eu não sou um maquinário,
Tudo que eu faço eu faço com amor,
Sigo meus instintos naturais,
Mesmo se estiver acorrentado.
Sei que eu não sou um maquinário,
Neste sistema que você confabulou,
Vou seguindo com fé e com coragem
Por que o sonho apenas começou.
Será que eu sou um maquinário?
Tudo que eu faço tem que ter computador
E fica tudo armazenado,
Num banco de dados de um servidor!
Mas eu sei que eu não sou um maquinário,
Fui traído tantas vezes e ainda sinto amor.
Porque não tenta enxergar e imaginar um outro antídoto?
Foi mal irmão
Eu sou meio índio tu dançou!
Eu sou meio índio tu dançou!
Eu sou índio da mata bruta,
De arco e flecha, tamo aí na luta
Na selva braba não tem desculpa,
A carne é nua e sem pudor!
Eu não sou um maquinário
Sou meio índio eu sou um Caboclo!
Eu não sou um maquinário
Sou meio índio eu sou um Caboclo!
Mas se procurar na multidão,
A essa altura se encontra até robô!
Eu não sou um maquinário
Sou meio índio eu sou um Caboclo!
Caboclo
No soy una máquina
De este sistema que creaste
¡Ni quiero ser un empleado de camisa azul
Sin aguinaldo!
Y prefiero ser niño, ya que para unirme al baile tengo que ensuciarme,
Prefiero ser un bebé en pañales que un doctor sin felicidad!
No soy una máquina, debo dormir y alimentarme,
Pero si pienso en faltar al trabajo,
¡Mi jefe viene a regañarme!
¿Será que soy una máquina?
Todo lo que hago debe automatizarse,
Son tantos permisos, interés singular.
Pero sé que no soy una máquina,
Todo lo que hago lo hago con amor,
Sigo mis instintos naturales,
Aunque esté encadenado.
Sé que no soy una máquina,
En este sistema que has tramado,
Sigo adelante con fe y valentía
Porque el sueño apenas comienza.
¿Será que soy una máquina?
Todo lo que hago debe involucrar una computadora
Y todo queda almacenado
En una base de datos de un servidor.
Pero sé que no soy una máquina,
He sido traicionado tantas veces y aún siento amor.
¿Por qué no intentas ver e imaginar otro antídoto?
Fue malo, hermano
Soy un poco indígena, te equivocaste
Soy un poco indígena, te equivocaste
Soy indígena de la selva bruta,
Con arco y flecha, aquí estamos en la lucha
En la selva salvaje no hay excusas,
¡La carne es cruda y sin vergüenza!
No soy una máquina
Soy un poco indígena, soy un Caboclo
No soy una máquina
Soy un poco indígena, soy un Caboclo
Pero si buscas en la multitud,
¡A estas alturas incluso encontrarás un robot!
No soy una máquina
Soy un poco indígena, soy un Caboclo
Escrita por: Guilherme Caboclo