Garanhão
No meu bolso eu já olhei e só tenho um real
Será que na gurizada alguém tem também?
Um pila de cada um para um trago social
Vinhozinho série b nunca matou ninguém
A vaquinha tá formada, vamo pra cohab iii
Lá tem o destino certo pro nosso dinheiro
Garrafão de 5 litros, tinto seco dessa vez
Garanhão da serra bem pegado no chaveiro
Na hora em que eu comprei não tava nem aí
Mas o troço é tenso e eu me arrependi
Era muita sede, eu nem quis escolher
Agora tá comprado e tenho que beber
Eu sei que não dá mais (pra tomar vinho a seco)
Mas nunca é demais (um vinho do chaveiro)
Só mais um garrafão (de garanhão da serra)
Pra tampar o caixão
Vou partir para o cerrito com o garrafão na mão
E torcer para que o pontilhão não balance
O traguinho já batendo com o maldito garanhão
Hora de zerar o vinho na frente do elegance
E na volta para casa, o que é que eu vou beber?
Procuro um boteco aberto para abastecer
Lá na rua alan kardek, o último bar
Um vinho no "atlândida" só pra fechar
Tá tudo bem se eu tô passando mal
Se o vinho é ruim a ressaca é normal
Esse garanhão da serra nem parece vinho
No próximo tragão eu pego um riozinho
Eu sei que não dá mais (pra tomar vinho a seco)
Mas nunca é demais (um vinho do chaveiro)
Só mais um garrafão (de garanhão da serra)
Pra tampar o caixão
Tá tudo bem se eu tô passando mal
Se o vinho é ruim a ressaca é normal
Esse garanhão da serra nem parece vinho
Eu sei que não dá mais (pra tomar vinho a seco)
Mas nunca é demais (um vinho do chaveiro)
Só mais um garrafão (de garanhão da serra)
Pra tampar o caixão
Eu sei que não dá mais (não dá mais!!)
Mas nunca é demais (nunca mais!!)
Só mais um garrafão (garanhão!!)
Pra tampar o caixão
Potro
En mi bolsillo ya miré y solo tengo un peso
¿Será que alguien en la pandilla también tiene?
Un peso de cada uno para un trago social
Un vinito de segunda nunca mató a nadie
La vaquita está formada, vamos a la cohab iii
Allí está el destino seguro para nuestro dinero
Botella de 5 litros, tinto seco esta vez
Potro de la sierra bien agarrado al llavero
En el momento en que compré no me importaba
Pero la cosa es tensa y me arrepentí
Tenía mucha sed, ni siquiera quise elegir
Ahora está comprado y tengo que beber
Sé que ya no puedo más (para tomar vino seco)
Pero nunca es suficiente (un vino del llavero)
Solo una botella más (de potro de la sierra)
Para tapar el ataúd
Voy a ir al cerrito con la botella en la mano
Y rezar para que el puente no se balancee
El trago ya pegando con el maldito potro
Hora de vaciar el vino frente al elegance
Y de regreso a casa, ¿qué voy a beber?
Busco un bar abierto para abastecer
En la calle Alan Kardec, el último bar
Un vino en el 'Atlántida' solo para cerrar
Está todo bien si me siento mal
Si el vino es malo, la resaca es normal
Este potro de la sierra ni parece vino
En el próximo trago agarro un arroyito
Sé que ya no puedo más (para tomar vino seco)
Pero nunca es suficiente (un vino del llavero)
Solo una botella más (de potro de la sierra)
Para tapar el ataúd
Está todo bien si me siento mal
Si el vino es malo, la resaca es normal
Este potro de la sierra ni parece vino
Sé que ya no puedo más (para tomar vino seco)
Pero nunca es suficiente (un vino del llavero)
Solo una botella más (de potro de la sierra)
Para tapar el ataúd
Sé que ya no puedo más (¡no puedo más!)
Pero nunca es suficiente (¡nunca más!)
Solo una botella más (¡potro!)
Para tapar el ataúd
Escrita por: Wagner Sicca