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Tuya

Bárbara Bandeira

Tua

Já não sou tua
Eu já não volto a passar nessa rua
E até podes duvidar, mas não sou tua
O tempo cura tanto quanto o tempo dura
Mas não sou tua

Quando o meu reflexo já não me aceita
Quando o fim da minha voz me faz a pele
Silêncio deixa de ser ausência de som
Passa a ser zona fértil para fazê-lo
E hoje, tenho toda esta serenata contida
Escondi no peito, nunca entreguei
Vim em tua defesa, hoje eu 'tou indefesa

E tu meteste-me inimiga de mim própria
Inimiga de mim própria
Hoje é bilingue o coração e cicatriz
Pois fala sobrе amor e ódio
Já é só bem vindo o que mе importa
E o teu ego é vinho no meu copo
Eu deixei toda a dor me dar a mão
E hoje já nem a dor me dói tanto

Eu já não sou tua
Já não volto a passar nessa rua
E até podes duvidar, mas não sou tua
O tempo cura tanto quanto o tempo dura
Mas não sou tua

Então vem ouvir, oh
Vem ouvir bem alto, desta vez tens que ouvir, oh
Porque eu nem me ouvia para te ouvir, eu já não via
Eu deixei-te ser dono do meu medo, dono do meu corpo
Das minhas cores e do meu tempo
Dono do meu espelho, e o reflexo diz que

Tu meteste-me inimiga de mim própria
Inimiga de mim própria
Hoje é bilingue o coração e cicatriz
Pois fala sobre amor e ódio
Já é só bem vindo o que me importa
O teu ego é vinho no meu copo
Eu deixei toda a dor me dar a mão
E hoje já nem a dor me dói tanto

Que eu já não sou tua
Já não volto a passar nessa rua
Até podes duvidar, mas não sou tua
O tempo cura tanto quanto o tempo dura
Mas não sou tua

Tuya

Ya no soy tuya
No volveré a pasar por esa calle
Y aunque puedas dudar, ya no soy tuya
El tiempo cura tanto como el tiempo dura
Pero no soy tuya

Cuando mi reflejo ya no me acepta
Cuando el fin de mi voz me eriza la piel
El silencio deja de ser ausencia de sonido
Se convierte en zona fértil para hacerlo
Y hoy, tengo toda esta serenata contenida
Escondida en el pecho, nunca entregada
Vine en tu defensa, hoy estoy indefensa

Y tú me hiciste enemiga de mí misma
Enemiga de mí misma
Hoy es bilingüe el corazón y la cicatriz
Pues habla sobre amor y odio
Ya solo es bienvenido lo que me importa
Y tu ego es vino en mi copa
Dejé que todo el dolor me tomara de la mano
Y hoy el dolor ya no me duele tanto

Ya no soy tuya
No volveré a pasar por esa calle
Y aunque puedas dudar, ya no soy tuya
El tiempo cura tanto como el tiempo dura
Pero no soy tuya

Entonces ven a escuchar, oh
Ven a escuchar bien alto, esta vez debes escuchar, oh
Porque ni siquiera me escuchaba para escucharte, ya no veía
Te dejé ser dueño de mi miedo, dueño de mi cuerpo
De mis colores y de mi tiempo
Dueño de mi espejo, y el reflejo dice que

Me hiciste enemiga de mí misma
Enemiga de mí misma
Hoy es bilingüe el corazón y la cicatriz
Pues habla sobre amor y odio
Ya solo es bienvenido lo que me importa
Tu ego es vino en mi copa
Dejé que todo el dolor me tomara de la mano
Y hoy el dolor ya no me duele tanto

Porque ya no soy tuya
No volveré a pasar por esa calle
Puedes dudar, pero no soy tuya
El tiempo cura tanto como el tiempo dura
Pero no soy tuya

Escrita por: Barbara Bandeira / GSON / Murta