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Te hice otro poema

Barroz

Te Fiz Outro Poema

(B) ei, me dá seu endereço
Vou te pedir um uber a gente volta do começo
É que tá tudo do avesso
É que eu ainda não esqueço

Vamos cessar essa guerra, não se atrasa
Roubar uma nave aqui na terra e a gente vaza
Que eu tô tipo NASA, cê não viu as asas
Cê tem a chave da minha casa

E o melhor seria a fugir, p'rum lugar bem longe daqui
Onde nada possa nos atingir onde eu só te veja sorrir
Onde só ri
Só nós (a sós)
P'rum lugar onde o mundo não seja tão veloz

Cê vem de noite
Avisa! Vem dormir com minha camisa
Que eu não encontro um motivo pro fim
Nem pra você viver longe de mim

Eu queria resolver todos os seus problemas
Mas não tenho poder, eu só tenho poema
Se quiser me ver pode crer que vale a pena
Se quiser que eu vá só dá um telefonema

Por que você não fica um pouco mais
Fecha a porta desse caos aporta nesse cais
Deixa tudo pra trás
(Porra! A gente era lindo demais)

Melhor cê vem pra cá
Que eu quero te cuidar, deixa eu te explicar
Que existem mil formas de amor e outras mil formas de amar

E eu tô na dúvida se eu beijo ou se te deixo dormindo
Que tô na dúvida se você me escuta ou se você só tá me ouvindo

Que eu te escondi um bilhete, vai que cê encontra
Vai que você lê, vai que cê se da conta
Que você tá louca, que isso é coisa pouca
Eu sei que você ainda pensa na minha boca

(Vai que você se da conta) (Eu sei cê ainda pensa)

Eu queria resolver todos os seus problemas
Mas não tenho poder, eu só tenho poema
Se quiser me ver pode crer que vale a pena
Se quiser que eu vá só dá um telefonema

Eu queria ter um poder, mas só tenho poema
Eu queria resolver todos os seus problemas
Se você quiser me ver pode crer que eu vou fazer valer a pena

(Que eu te fiz outro poema) Que eu vou fazer valer a pena
(É que eu te fiz outro poema)

Minha mão na sua canela, dela
Parede com sede de janela
Não vou não, cancela!
Compra uma cartela
Pinta aqui não mela!
Cela, num dá trela, que isso né novela
Veleja essa vela, reveja essa tela
Tô n'aquela, suburbana na banguela
Quem dera, cês não me tolera, quitar as parcelas
Passar na favela, cês não me acha sem fé?
Né?
O santo que eu baixo né qualquer, né?

Éh! É que meu passo é largo, é que eu só ando a pé
Guaraná, água de coco o quê que você quer
Vamo pra ilha de maré, no ano novo
Não apaga esse incêndio com fogo

(Que num abraço)
(É que eu te fiz outro poema)

Te hice otro poema

(B) Hey, dame tu dirección
Te pediré un uber y volveremos desde el principio
Es sólo que todo está al revés
Es sólo que todavía no lo olvido

Terminaremos esta guerra, no será tarde
Robar un barco aquí en la tierra y nos vamos de aquí
Que soy como la NASA, no has visto las alas
Tienes la llave de mi casa

Y lo mejor sería huir, a un lugar lejos de aquí
Donde nada puede golpearnos donde sólo te veo sonreír
Donde sólo ríe
Sólo nosotros (solos)
A un lugar donde el mundo no será tan rápido

Vienes de noche
¡Házmelo saber! Ven a dormir con mi camisa
Que no puedo encontrar una razón para terminar
Ni para que puedas vivir lejos de mí

Quería resolver todos tus problemas
Pero no tengo poder, sólo tengo poema
Si quieres verme, crea que vale la pena
Si quieres que vaya, haz una llamada

¿Por qué no te quedas un poco más?
Cierra la puerta de este caos, atraca en este muelle
Déjalo todo atrás
¡Maldita sea! Éramos demasiado hermosos)

Será mejor que venga aquí
Que quiero cuidar de ti, déjame explicarte
Que hay mil formas de amor y mil maneras de amar

Y me pregunto si beso o te dejo dormir
Me pregunto si me escuchas o si me estás escuchando

Que te escondí una nota, encontrarás
Lo leerás, lo sabrás
Que estás loco, que esto es una cosita
Sé que todavía piensas en mi boca

(Te darás cuenta) (Sé que todavía piensas)

Quería resolver todos tus problemas
Pero no tengo poder, sólo tengo poema
Si quieres verme, crea que vale la pena
Si quieres que vaya, haz una llamada

Me gustaría tener un poder, pero sólo tengo un poema
Quería resolver todos tus problemas
Si quieres verme puedes creer que haré que valga la pena

(Que te hice otro poema) Que voy a hacer que valga la pena tu tiempo
(Es que te hice otro poema)

Mi mano en tu espinilla, la de ella
Pared con la sed de la ventana
¡No, no lo haré, cancelarlo!
Comprar una tarjeta
¡No pintes aquí!
Cell, con correa, es una telenovela
Navega esa vela, revisa ese lienzo
Estoy en eso, suburbano en el Toothless
Deseo, usted no me tolera, para pagar las parcelas
Pasando por la barriada, ¿no me encuentras sin fe?
¿Eh? ¿Eh?
El santo que puse es cualquiera, ¿verdad?

¡Sí! ¡Sí! Es sólo que mi paso es ancho, es sólo que camino
Guaraná, agua de coco ¿qué quieres?
Vayamos a la isla de marea, Nochevieja
No apaguen ese fuego con fuego

(Que en un abrazo)
(Es que te hice otro poema)

Escrita por: Ricardo Barroz