Loirinha
Quando eu pego na minha viola
A saudade quase me furmina
Eu começo a lembrá de um passado
De uma festa que eu fui lá em Minas
Isto foi no dia vinte e quatro
Foi numa das festa junina
Lá eu vi uma flor tão mimosa
Loirinha formosa por nome Marina
A loirinha era mesmo elegante
O pai dela é cheio da china
Mas como eu sou um bão violeiro
Já dei um ponteado na turina
Por mim ficou apaixonada
Logo eu conquistei a menina
Tem os zóio verde cor do mar
Até no andar a loirinha fascina
Eu puxei conversa com ela
Eu conte quár era a minha sina
Eu sou um caboclo violeiro
Pois cantar é a minha rotina
Com você eu quero me casá
Sei que o nosso ideal combina
Mesmo que o seu pai não queira
Eu te roubo mineira, eu enfrento carabina
Quando eu dei a despedida
Isto foi em hora matutina
A loirinha ficô suspirando
Muito triste eu cortei as campina
Mas eu falei para a loirinha
Vô pedir a proteção divina
Que um dia eu hei de vortá
Feliz hei de casar com a linda Marina
La rubia
Cuando agarro mi guitarra
La nostalgia casi me desgarra
Empiezo a recordar un pasado
De una fiesta a la que fui en Minas
Esto fue el veinticuatro
En una de las fiestas juninas
Allí vi una flor tan hermosa
La rubia hermosa llamada Marina
La rubia era realmente elegante
Su padre es todo un chino
Pero como soy un buen guitarrista
Ya le di un punteo en la turina
Por mí se enamoró
Pronto conquisté a la chica
Tiene ojos verdes como el mar
Incluso al caminar, la rubia fascina
Entablé conversación con ella
Le conté cuál era mi destino
Soy un campesino guitarrista
Pues cantar es mi rutina
Contigo quiero casarme
Sé que nuestro ideal encaja
Aunque tu padre no quiera
Te robaré, minera, enfrentaré la carabina
Cuando me despedí
Fue en la hora matutina
La rubia se quedó suspirando
Muy triste corté las campinas
Pero le dije a la rubia
Pediré protección divina
Que algún día volveré
Feliz me casaré con la hermosa Marina
Escrita por: Compadre Juvenal / J. P. dos Santos