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Folião de Raça

Batucada de Bamba

Folião de Raça

Ele não quer nem tocar no assunto
Quando volta de manhã
E eu pergunto
Se ele ainda me ama
Se ele ainda me quer
Se ele ainda me ama
Se ainda pensa em nós dois

Não me põe mais em chama
Mas me chama de louca
Não me beija na boca
E traz junto um jornal
Diz que é carnaval
E mal lê a notícia
Vem buscar mais bebida
Essas coisas da vida
Meu mal

Meu folião de raça
Dobra o vinho e quebra a taça
Sai bebendo no gargalo
E eu me calo na desgraça
Pois não deixa nem palavras
Nem me chama pra sambar
Me tratando como escrava
Prisioneira do meu lar

Até chegar a quarta-feira
Quando volta pra ficar
E ao curar a bebedeira
Não me chama mais de louca
Mas não beija a minha boca
E se joga sobre a cama
Quando acaba o carnaval

Folião de Raça

Él no quiere ni tocar el tema
Cuando regresa por la mañana
Y le pregunto
Si aún me ama
Si aún me quiere
Si aún me ama
Si aún piensa en nosotros dos

Ya no me enciende en llamas
Pero me llama loca
No me besa en la boca
Y trae consigo un periódico
Dice que es carnaval
Y apenas lee la noticia
Viene a buscar más bebida
Estas cosas de la vida
Mi mal

Mi folión de raza
Dobla el vino y rompe la copa
Sale bebiendo a tragos largos
Y yo me callo en la desgracia
Pues no deja ni palabras
Ni me invita a bailar samba
Tratándome como esclava
Prisionera de mi hogar

Hasta llegar al miércoles
Cuando vuelve para quedarse
Y al curar la borrachera
Ya no me llama loca
Pero no besa mi boca
Y se tira sobre la cama
Cuando termina el carnaval

Escrita por: Henrique Nepomuceno / Pedro Cariello