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Canto de la Vereda

Beatrice

Canto da Calçada

Ninguém percebeu que aquele cara estava lá.
De frente para o nada, com olhar perdido do céu.

Ele morreu na beira da calçada,
ele viveu muito pouco ou quase nada.
Embriagado de falsas promessas,
atormentado com a sede da pressa.

Saiu de casa não querendo mais voltar, andando pelas ruas e chutando pedras pelo ar.
Se você acha isso pouco,
uma moeda, um sufoco
de quem não tem mais nada...

Todos passam mas ninguém vê o meu erro e o de você.
O último gole de esperança não teve escolha nem boas lembranças,
de quem nunca foi...

Ele morreu no canto da calçada,
ele viveu muito pouco ou quase nada.
Desesperado por falsas promessas
atormentado com a fome da pressa.

Canto de la Vereda

Nadie notó que ese tipo estaba allí.
Mirando hacia la nada, con la mirada perdida en el cielo.

Murió en el borde de la vereda,
vivió muy poco o casi nada.
Embriagado de falsas promesas,
atormentado por la sed de la prisa.

Salió de casa sin querer regresar, caminando por las calles y chutando piedras por el aire.
Si piensas que eso es poco,
una moneda, un apuro
de quien ya no tiene nada...

Todos pasan pero nadie ve mi error y el tuyo.
El último trago de esperanza no tuvo elección ni buenos recuerdos,
de quien nunca fue...

Murió en el rincón de la vereda,
vivió muy poco o casi nada.
Desesperado por falsas promesas,
atormentado por el hambre de la prisa.

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