Armando
Não sei bem
Acho que foi o ano passado
Que me veio do futuro esse momento
Você estava ali, Armando, junto com os seus
Divertindo-se com o meu espanto e desapontamento
Disse que eu explorava um latifúndio criativo que não era meu
E me prendeu em sua estreita, escura e tortuosa visão
À noite, em casa, liguei a TV
Pois não queria mais me aborrecer
Mas a ideia de que minha canção não era mais minha
Causou em mim estranheza e indignação
E pensei se não eram meus filhos que estavam sendo tomados
O que seria então?
Armando, Armando!
Você toca uma terrível orquestração
Você desafina e sem se importar
Diz - hoje é o dia da reparação
Os porcos, os pobres de espírito
Traiçoeiros e autoritários
Vão soltar Cila e suas doze cabeças, o Monstro, o Cão
Ó Armando, Herodes, o que posso fazer?
A não ser pensar no crime nessa sua estranha versão
Sob o fogo cruzado o meu pensamento
De um lado a injúria, de outro, a difamação
Eu te ouvi falando sobre a vanguarda de um mundo em transformação
Em desapropriar o campo imaginário da criação
E eu te falei sobre invadir o Vale do Silício.
Ah os políticos na sua ignorância e com suas pílulas de sumiço
Em nome do coletivo, assinaram a minha condenação
Eu sendo a cultura de uma outra civilização
Em meio a tecnologia, viroses
Pirataria eletrônica, falsificação
Acuso o teu jogo, no jogo da corrupção
Armando, Armando!
Você toca uma terrível orquestração
Você desafina e sem se importar
Diz - hoje é o dia da reparação
Os porcos, os pobres de espírito
Traiçoeiros e autoritários
Vão soltar Cila e suas doze cabeças, o Cão
Ó Armando, Herodes, o que posso fazer?
A não ser pensar no crime e em sua estranha versão
Eu penso, eu olho, eu reafirmo, eu te rejeito
Eu vivo, eu moro na filosofia, eu te avesso
Eu sendo a cultura de uma outra civilização
Em meio a tecnologia, vírus
Pirataria eletrônica, falsificação
Acuso teu jogo no jogo da corrupção
Armando, Armando
Você toca uma terrível orquestração
Você desafina e sem se importar
Diz - hoje é o dia da reparação
Os porcos, os pobres de espírito
traiçoeiros e autoritários
Vão soltar Cila e suas doze cabeças, o Cão
Não sei bem acho que foi o ano passado
Que me veio do futuro esse momento
Armando
No estoy seguro
Creo que fue el año pasado
Que vino desde el futuro este momento
Estabas allí, Armando, con los tuyos
Divirtiéndote con mi sorpresa y decepción
Dijiste que exploraba un latifundio creativo que no era mío
Y me atrapaste en tu estrecha, oscura y retorcida visión
Por la noche, en casa, encendí la TV
Porque no quería seguir aburriéndome
Pero la idea de que mi canción ya no era mía
Me causó extrañeza e indignación
Y pensé si no eran mis hijos los que estaban siendo tomados
¿Qué sería entonces?
¡Armando, Armando!
Tocas una terrible orquestación
Desafinas y sin importarte
Dices - hoy es el día de la reparación
Los cerdos, los pobres de espíritu
Traicioneros y autoritarios
Van a soltar a Cila y sus doce cabezas, el Monstruo, el Perro
Oh Armando, Herodes, ¿qué puedo hacer?
Sino pensar en el crimen en esta extraña versión tuya
Bajo el fuego cruzado de mi pensamiento
Por un lado la injuria, por otro, la difamación
Te escuché hablar sobre la vanguardia de un mundo en transformación
En despojar el campo imaginario de la creación
Y yo te hablé sobre invadir el Valle del Silicio
Ah los políticos en su ignorancia y con sus píldoras de desaparición
En nombre del colectivo, firmaron mi condena
Siendo la cultura de otra civilización
En medio de la tecnología, virus
Piratería electrónica, falsificación
Acuso tu juego, en el juego de la corrupción
¡Armando, Armando!
Tocas una terrible orquestación
Desafinas y sin importarte
Dices - hoy es el día de la reparación
Los cerdos, los pobres de espíritu
Traicioneros y autoritarios
Van a soltar a Cila y sus doce cabezas, el Perro
Oh Armando, Herodes, ¿qué puedo hacer?
Sino pensar en el crimen y en tu extraña versión
Pienso, miro, reafirmo, te rechazo
Vivo, habito en la filosofía, te contradigo
Siendo la cultura de otra civilización
En medio de la tecnología, virus
Piratería electrónica, falsificación
Acuso tu juego en el juego de la corrupción
Armando, Armando
Tocas una terrible orquestación
Desafinas y sin importarte
Dices - hoy es el día de la reparación
Los cerdos, los pobres de espíritu
Traicioneros y autoritarios
Van a soltar a Cila y sus doce cabezas, el Perro
No estoy seguro creo que fue el año pasado
Que vino desde el futuro este momento
Escrita por: Bebeto Alves