Mágoas de Gaúcho
Chamarrita
Sempre no compasso da chamarra
Canto com entusiasmo, faço festa, faço farra -
Levo na minha pouca bagagem
A saudade e a lembrança e junto uma guitarra.
Sempre vou seguindo a trote lento
Acompanhando o próprio vento, me segue a passarada -
Para alegrar este meu peito
Vou com calma e muito jeito conquistando a gauchada.
Na jornada desta minha vida
Carrego muita ferida de um peão apaixonado -
Choro minha mágoa de gaúcho
Sou simples sem muito luxo, honesto mas muito honrado.
Vou acumulando estas lembranças
Que trago como muita herança de uma luta sem vitória -
Para aquecer minhas façanhas
Tomo um bom gole de canha e a saudade vai embora.
Dolores del Gaucho
Chamarrita
Siempre al compás de la chamarra
Canto con entusiasmo, hago fiesta, hago alboroto -
Llevo en mi escasa bagaje
La añoranza y el recuerdo y junto una guitarra.
Siempre sigo al trote lento
Acompañando al propio viento, me sigue la bandada -
Para alegrar este mi pecho
Voy con calma y mucho tino conquistando a la gauchada.
En la jornada de esta mi vida
Cargo muchas heridas de un peón enamorado -
Lloro mi dolor de gaucho
Soy sencillo sin mucho lujo, honesto pero muy honrado.
Voy acumulando estos recuerdos
Que traigo como mucha herencia de una lucha sin victoria -
Para calentar mis hazañas
Tomo un buen trago de caña y la añoranza se va.
Escrita por: B. Azambuja / Patrícia Azambuja