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Nostalgia de Mi Tierra

Bete Bissoli

Saudade do Meu Chão

Fiz um dia um juramento, aqui no meu pensamento
Nem que chova canivete, não saio do meu sertão
Quero ouvir a seriema, grilo, sapo, quero-quero
Ver o sol de sentinela, esperando a lua em vão

Quando eu ia pra cidade, me batia uma saudade
Do cantar dos passarinhos, do meu povo, do meu chão
De ser feliz de verdade, dentro da simplicidade
De escutar folha caindo, do azul, da imensidão

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe
Já diz o velho ditado: A vida é quem tem razão
Veio o dia da partida, inda trago esta ferida
Choveu canivete aberto dentro do meu coração

Nostalgia de Mi Tierra

Un día hice un juramento, aquí en mi mente
Aunque llueva cuchillos, no me voy de mi tierra
Quiero escuchar la seriema, grillo, sapo, tero
Ver al sol de centinela, esperando en vano a la luna

Cuando iba a la ciudad, me invadía la nostalgia
Del canto de los pájaros, de mi gente, de mi tierra
De ser realmente feliz, dentro de la sencillez
De escuchar caer las hojas, del azul, de la inmensidad

Nada bueno dura para siempre, ni mal que nunca termine
Como dice el viejo refrán: la vida es la que tiene razón
Llegó el día de la partida, aún llevo esta herida
Llovió cuchillos abiertos dentro de mi corazón

Escrita por: Bete Bissoli