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Savia de la Esperanza

Beth Guzzo

Seiva da Esperança

Sou a seiva da esperança amarela sem botão
Sou o tronco sou raiz sou semente em extinção
Sou a brasa se apagando na fogueira de São João
E quando eu virar cinza vai ser o caos da nação
Nasci na casa de barro na beira do ribeirão
Sou mulato das mãos grossas não nego minha tradição
Sou roceiro sou caipira sou matuto sou peão
Sou caboclo sertanejo eu sou filho do sertão

Sou servo da natureza cultivo a paz no coração
E semeio a semente do solo fértil deste chão
Meu deus o desejo meu e fecundar a plantação
E o prazer do cio da terra e engravidar do pão

Nasci na casa de barro na beira do ribeirão
Sou mulato das mãos grossas não nego minha tradição
Sou roceiro sou caipira sou matuto sou peão
Sou caboclo sertanejo eu sou filho do sertão

Sou caboclo sertanejo eu sou filho do sertão
Sou caboclo sertanejo eu sou filho do sertão
Nasci na casa de barro na beira do ribeirão
Sou mulato das mãos grossas não nego minha tradição
Sou roceiro sou caipira sou matuto sou peão
Sou caboclo sertanejo eu sou filho do sertão

Savia de la Esperanza

Soy la savia de la esperanza amarilla sin botón
Soy el tronco, soy raíz, soy semilla en extinción
Soy la brasa que se apaga en la fogata de San Juan
Y cuando me convierta en cenizas será el caos de la nación
Nací en la casa de barro en la orilla del arroyo
Soy mulato de manos gruesas, no niego mi tradición
Soy campesino, soy caipira, soy matuto, soy peón
Soy mestizo sertanejo, soy hijo del sertón

Soy siervo de la naturaleza, cultivo la paz en el corazón
Y siembro la semilla en el suelo fértil de esta tierra
Mi deseo es fecundar la plantación
Y el placer del celo de la tierra es embarazar al pan

Nací en la casa de barro en la orilla del arroyo
Soy mulato de manos gruesas, no niego mi tradición
Soy campesino, soy caipira, soy matuto, soy peón
Soy mestizo sertanejo, soy hijo del sertón

Soy mestizo sertanejo, soy hijo del sertón
Soy mestizo sertanejo, soy hijo del sertón
Nací en la casa de barro en la orilla del arroyo
Soy mulato de manos gruesas, no niego mi tradición
Soy campesino, soy caipira, soy matuto, soy peón
Soy mestizo sertanejo, soy hijo del sertón

Escrita por: J.Miranda