395px

Despedida

Bezegol

Despedida

Do meio do nada eu vim
Para o meio do nada eu vou
Pelo meio fui vivendo
No meio que me criou
Do meu copo meio cheio
Fiz o meu redemoinho
Nem sempre chegou certeiro
Nem sempre foi mau o vinho

É, tanto para fazer
E tanto ardeu pelo caminho
Fechar os olhos para ver
O que atravessou o meu destino

A vida é cheia de cores
E gostos não se discutem
Nunca fui de seguir modas
Quando vejo que não cumprem
Já fui juiz e julgado
Fui empregado e patrão
Já dividi meu bocado
E já mordi como um cão

É, há sempre razão
Quando não tens outra saída
Encontrar a solução
Voltar à casa de partida

Quando a morte me encontrar
E dos meus verdes olhos se rir
Assinar-me a partida
Vou ter de lhe deixar
As cores que ela me deixou usar
Enquanto lhes dei vida
Se tu as encontrares
Pode ser que tinjam teu refrão
Marquem tua corrida
E possas tu levar
Pois a carga está sempre a aumentar
Até à despedida

Despedida

Del medio de la nada vine
Hacia el medio de la nada me voy
Por el medio fui viviendo
En el medio que me crió
De mi vaso medio lleno
Hice mi remolino
No siempre fue certero
No siempre fue malo el vino

Sí, tanto por hacer
Y tanto ardió por el camino
Cerrar los ojos para ver
Lo que atravesó mi destino

La vida está llena de colores
Y gustos no se discuten
Nunca seguí modas
Cuando veo que no cumplen
Ya fui juez y juzgado
Fui empleado y jefe
Ya repartí mi parte
Y ya mordí como un perro

Sí, siempre hay razón
Cuando no tienes otra salida
Encontrar la solución
Volver a la casilla de salida

Cuando la muerte me encuentre
Y de mis verdes ojos se ría
Firmar mi partida
Tendré que dejarle
Los colores que ella me permitió usar
Mientras les daba vida
Si los encuentras
Puede ser que tiñan tu canción
Marquen tu carrera
Y puedas llevarlos
Pues la carga siempre está aumentando
Hasta la despedida

Escrita por: Bezegol