395px

Curumim

Bezerra da Silva

Curumim

Curumim
Menino drogado dormindo no frio
E o capitalismo selvagem
Destrói a esperança do nosso Brasil

Curumim
Tu vives na rua e ninguém dá valor
No futuro é mais um marginalizado
Que o próprio sistema criou (diz aí curumim!)

Curumim
Menino drogado dormindo no frio
E o capitalismo selvagem
Ddestrói a esperança do nosso Brasil (certo!)

Curumim
Tu vives na rua e ninguém dá valor
No futuro é mais um marginalizado
Que o próprio sistema criou

Tanta covardia
Com o pobre inocente
Que vive abandonado
Na sarjeta tão carente

Onde estão os poderosos
Que estão vendo e se calam
As crianças sendo massacradas
E e eliminadas a poder de balas (curumim!)

Curumim
Menino drogado dormindo no frio (aí malandragem!)
E o capitalismo selvagem
Destrói a esperança do nosso Brasil (certíssimo!)

Curumim
Tu vives na rua e ninguém dá valor
No futuro é mais um marginalizado
Que o próprio sistema criou

Os países do primeiro mundo
Mandam uma verba bem quente
Em nome do menor abandonado
Dos países mais carentes

Mas a dura realidade
É que a criança não vê uma prata
Porque o dinheiro que vem lá de fora
Fica todo no bolso dos ladrões de gravata (curumim!)

Curumim
Menino drogado dormindo no frio
E o capitalismo selvagem
Destrói a esperança do nosso Brasil (certo!)

Curumim
Tu vives na rua e ninguém dá valor
No futuro é mais um marginalizado
Que o próprio sistema criou (legal!)

E tem que aparecer alguém
Pra dar a mão
Abolir a violência
Agredir nunca foi solução

A fome é líder permanente
Que não faz graça pra ninguém rir
Lembrem-se da queda da bastilha
Governantes do meu país (e ajudem o curumim!)

Curumim
Menino drogado dormindo no frio
E o capitalismo selvagem
Destrói a esperança do nosso Brasil (diz aí, curumim!)

Curumim
Tu vives na rua e ninguém dá valor
No futuro é mais um marginalizado
Que o próprio sistema criou (certo, muito certo!)

Curumim

Curumim
Niño drogado durmiendo en el frío
Y el capitalismo salvaje
Destruye la esperanza de nuestro Brasil

Curumim
Tú vives en la calle y nadie te valora
En el futuro eres otro marginado
Que el propio sistema creó (¡dilo, curumim!)

Curumim
Niño drogado durmiendo en el frío
Y el capitalismo salvaje
Destruye la esperanza de nuestro Brasil (¡claro!)

Curumim
Tú vives en la calle y nadie te valora
En el futuro eres otro marginado
Que el propio sistema creó

Tanta cobardía
Con el pobre inocente
Que vive abandonado
En la calle tan necesitada

¿Dónde están los poderosos
Que ven y callan?
Los niños siendo masacrados
Y eliminados a balazos (¡curumim!)

Curumim
Niño drogado durmiendo en el frío (¡ahí, malandragem!)
Y el capitalismo salvaje
Destruye la esperanza de nuestro Brasil (¡muy cierto!)

Curumim
Tú vives en la calle y nadie te valora
En el futuro eres otro marginado
Que el propio sistema creó

Los países del primer mundo
Envían una ayuda muy generosa
En nombre del niño abandonado
De los países más necesitados

Pero la cruda realidad
Es que el niño no ve un centavo
Porque el dinero que viene de afuera
Se queda todo en el bolsillo de los ladrones de corbata (¡curumim!)

Curumim
Niño drogado durmiendo en el frío
Y el capitalismo salvaje
Destruye la esperanza de nuestro Brasil (¡claro!)

Curumim
Tú vives en la calle y nadie te valora
En el futuro eres otro marginado
Que el propio sistema creó (¡genial!)

Y tiene que aparecer alguien
Para tender la mano
Abolir la violencia
La agresión nunca fue solución

El hambre es líder permanente
Que no da risa a nadie
Recuerden la caída de la Bastilla
Gobernantes de mi país (¡y ayuden al curumim!)

Curumim
Niño drogado durmiendo en el frío
Y el capitalismo salvaje
Destruye la esperanza de nuestro Brasil (¡dilo, curumim!)

Curumim
Tú vives en la calle y nadie te valora
En el futuro eres otro marginado
Que el propio sistema creó (¡claro, muy claro!)

Escrita por: Eli Santos / Raimundo de Barros Filho / Regina Do Bezerra