395px

Vida de obrero

Bezerra da Silva

Vida De Operário

Aí meu irmão quando eu cheguei da obra
Só tinha o lugar do barraco
A chuva levou embora tudo malandragem

Quando o destino me pisa o barraco desliza
Sou quase um defunto
E se escapo e não corro me expulsão do morro
Pra outro conjunto

Quando o destino me pisa o barraco desliza
Sou quase um defunto
E se escapo e não corro me expulsão do morro
Pra outro conjunto

Pego o trem de madrugada
Em cada parada não tem solução
Meu verdadeiro endereço
É rua do avesso lá na construção

O operário Brasileiro é mesmo agulha
Que costura e fica nua
Trabalha de janeiro a janeiro
Passa fome e mora na rua

Quando o destino me pisa o barraco desliza
Sou quase um defunto
E se escapo e não corro me expulsão do morro
Pra outro conjunto

Nem dá pra esquentar a cama
Atleta sem fama sou banda sem nome
Eu sou apenas mais que não tenho nenhum
Meu salário é de fome
O trem me pega na esquina e em cada marmita
A comida só mingua

Já não tenho pro café e só provo filé
Quando mastigo a língua
Já não tenho pro café e só provo filé
Quando mastigo a língua

Quando o destino me pisa o barraco desliza
Sou quase um defunto
E se escapo e não corro me expulsão do morro
Pra outro conjunto

Pego o trem de madrugada
Em cada parada não tem solução
Meu verdadeiro endereço
É rua do avesso lá na construção

O operário Brasileiro é mesmo agulha
Que costura e fica nua
Trabalha de janeiro a janeiro
Passa fome e mora na rua

Quando o destino me pisa o barraco desliza
Sou quase um defunto
E se escapo e não corro me expulsão do morro
Pra outro conjunto

Nem dá pra esquentar a cama
Atleta sem fama sou banda sem nome
Eu sou apenas mais que não tenho nenhum
Meu salário é de fome
O trem me pega na esquina e em cada marmita
A comida só mingua

Já não tenho pro café e só provo filé
Quando mastigo a língua
Já não tenho pro café e só provo filé
Quando mastigo a língua

Quando o destino me pisa o barraco desliza
Sou quase um defunto
E se escapo e não corro me expulsão do morro
Pra outro conjunto

Vida de obrero

Ahí hermano, cuando llegué de la obra
Solo quedaba el lugar del barraco
La lluvia se llevó toda la malandragem

Cuando el destino me pisa, el barraco se desliza
Soy casi un difunto
Y si escapo y no corro, me expulsan del morro
A otro conjunto

Cuando el destino me pisa, el barraco se desliza
Soy casi un difunto
Y si escapo y no corro, me expulsan del morro
A otro conjunto

Tomé el tren de madrugada
En cada parada no hay solución
Mi verdadera dirección
Es la calle del revés, allá en la construcción

El obrero brasileño es como una aguja
Que cose y queda desnuda
Trabaja de enero a enero
Pasa hambre y vive en la calle

Cuando el destino me pisa, el barraco se desliza
Soy casi un difunto
Y si escapo y no corro, me expulsan del morro
A otro conjunto

Ni siquiera puedo calentar la cama
Atleta sin fama, soy una banda sin nombre
Soy solo uno más que no tiene nada
Mi salario es de hambre
El tren me atrapa en la esquina y en cada vianda
La comida escasea

Ya no tengo para el café y solo pruebo filete
Cuando mastico la lengua
Ya no tengo para el café y solo pruebo filete
Cuando mastico la lengua

Cuando el destino me pisa, el barraco se desliza
Soy casi un difunto
Y si escapo y no corro, me expulsan del morro
A otro conjunto

Tomé el tren de madrugada
En cada parada no hay solución
Mi verdadera dirección
Es la calle del revés, allá en la construcción

El obrero brasileño es como una aguja
Que cose y queda desnuda
Trabaja de enero a enero
Pasa hambre y vive en la calle

Cuando el destino me pisa, el barraco se desliza
Soy casi un difunto
Y si escapo y no corro, me expulsan del morro
A otro conjunto

Ni siquiera puedo calentar la cama
Atleta sin fama, soy una banda sin nombre
Soy solo uno más que no tiene nada
Mi salario es de hambre
El tren me atrapa en la esquina y en cada vianda
La comida escasea

Ya no tengo para el café y solo pruebo filete
Cuando mastico la lengua
Ya no tengo para el café y solo pruebo filete
Cuando mastico la lengua

Cuando el destino me pisa, el barraco se desliza
Soy casi un difunto
Y si escapo y no corro, me expulsan del morro
A otro conjunto

Escrita por: Edson Show / Nei Alberto / Romildo