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Dos Almohadas

Biá e Dino Franco

Dois Travesseiros

Todas às vezes que eu entro em meu quarto
Uma tristeza me invade o coração
Fecho os meus olhos pra não ver dois travesseiros
Que há muito tempo vivem mais na solidão

Parece até que um pergunta para o outro
Por onde anda minha dona que não vem?
Nem eu sei mais se ela vive nesta hora
Se está triste ou alegre com alguém

Travesseiro, meu amigo
Que vive triste como eu
A mulher que viveu sempre comigo
Certamente por alguém nos esqueceu

Até agora eu não mais tive coragem
De guardar o travesseiro que ficou
Que ela usou para forrar sua cabeça
Quando ao meu lado muitas vezes se deitou

Eu não consigo afastar-me da tristeza
Estes meus olhos não se cansam de chorar
Do nosso amor só restou um travesseiro
Onde a saudade vem comigo repousar

Travesseiro, meu amigo
Que vive triste como eu
A mulher que viveu sempre comigo
Certamente por alguém nos esqueceu

Dos Almohadas

Cada vez que entro en mi habitación
Una tristeza invade mi corazón
Cierro mis ojos para no ver dos almohadas
Que desde hace mucho tiempo viven en soledad

Parece que una le pregunta a la otra
¿Dónde está mi dueña que no viene?
Ni siquiera sé si está viva en este momento
Si está triste o feliz con alguien

Almohada, mi amiga
Que vive triste como yo
La mujer que siempre estuvo conmigo
Seguramente nos olvidó por alguien

Hasta ahora no he tenido el coraje
De guardar la almohada que quedó
Que ella usaba para cubrir su cabeza
Cuando se acostaba a mi lado muchas veces

No puedo alejarme de la tristeza
Mis ojos no dejan de llorar
De nuestro amor solo queda una almohada
Donde la nostalgia viene a descansar conmigo

Almohada, mi amiga
Que vive triste como yo
La mujer que siempre estuvo conmigo
Seguramente nos olvidó por alguien

Escrita por: Bruno Linhares