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Trampa

Bia Sabino

Cilada

Não sei dizer
O que aconteceu aqui
Um dia sem notar
Já não parava de sorrir

E você veio assim
Chegou perto de mim
E disse: Isso não é nada
É só uma cilada de amor qualquer
E eu não quero isso pra mim, mulher
Vai passar, até
E a gente se vê por aí, mulher

A tá, já entendi
Você é um daqueles caras
Que tem medo de sorrir
Pois bem, já vi
Que do jeito que tá
Não vai dar pra fugir
E eu quero uma cilada com você

Chega pra cá
Diz que vai embora
Que eu te pego pela gola
E faço dar a meia volta
Deixa eu te contar
Essa nossa história
Ela não começou agora
E ainda vai virar
Cinema, novela
Poema, canção acapela
Cinema, novela
Poema, canção acapela

Mas olha só
O que aconteceu
Plantou sinceridade
E uma flor nasceu
Fez tremer, abrir o chão
Trouxe à flor da pele a emoção
E de repente a razão desapareceu

Olha que sorte meu bem
Há tantas flores além
Em qualquer perfume do sorriso teu
Em qualquer perfume do sorriso meu
E eu quero uma cilada com você

Cilada, cilada

Trampa

No sé decir
Qué pasó aquí
Un día sin darme cuenta
Ya no paraba de sonreír

Y tú llegaste así
Te acercaste a mí
Y dijiste: Esto no es nada
Es solo una trampa de amor cualquiera
Y yo no quiero eso para mí, mujer
Pasará, hasta
Y nos veremos por ahí, mujer

Ah, ya entendí
Tú eres uno de esos tipos
Que tienen miedo de sonreír
Pues bien, ya vi
Que de la forma en que está
No se podrá escapar
Y quiero una trampa contigo

Acércate
Dices que te vas
Que te agarro del cuello
Y te hago dar la vuelta
Déjame contarte
Esta historia nuestra
No empezó ahora
Y aún se convertirá
Cine, novela
Poema, canción a capela
Cine, novela
Poema, canción a capela

Pero mira
Lo que pasó
Sembró sinceridad
Y una flor nació
Hizo temblar, abrir el suelo
Trajo a flor de piel la emoción
Y de repente la razón desapareció

Mira qué suerte, cariño
Hay tantas flores más allá
En cualquier perfume de tu sonrisa
En cualquier perfume de mi sonrisa
Y quiero una trampa contigo

Trampa, trampa

Escrita por: Bia Sabino