Velha Guitarra
João não toca mais sua guitarra
Ele diz: Não tenho mais tempo
Esqueceu o que ela representava
As lembranças e os bons momentos
Ele cresceu e já não toca mais
Sua velha guitarra
Empoeirada e esquecida
Num canto do quarto
Ele deixou para trás
Sua própria vida
E não se importa mais
Com as coisas antigas
João não usa mais suas velhas roupas
Não liga mais para a vida na noite
Flanar pelas ruas ele não tem saudades
Esqueceu das garotas e dos amigos
Ele cresceu e já não toca mais
Sua velha guitarra
Empoeirada e esquecida
Num canto do quarto
Ele deixou para trás
Sua própria vida
E não se importa mais
Com as coisas antigas
João vendeu seus velhos discos
Sua vitrola não tem mais agulha
Não gosta mais de Stones, Who e Beatles
Diz que está velho para o rock'n roll
Ele cresceu e já não toca mais
Sua velha guitarra
Empoeirada e esquecida
Num canto do quarto
Ele deixou para trás
Sua própria vida
E não se importa mais
Com as coisas antigas
João tem trinta anos
Trabalha em um banco
E deixou o trabalho
Consumir sua vida
Esqueceu suas raízes
E seus alicerces
Não tem mais história
Não tem mais futuro
Vieja Guitarra
João ya no toca su guitarra
Dice: No tengo tiempo
Olvidó lo que representaba
Los recuerdos y los buenos momentos
Ha crecido y ya no toca
Su vieja guitarra
Polvorienta y olvidada
En un rincón de la habitación
Dejó atrás
Su propia vida
Y ya no le importa
Las cosas antiguas
João ya no usa su ropa vieja
Ya no le interesa la vida nocturna
No extraña pasear por las calles
Olvidó a las chicas y a los amigos
Ha crecido y ya no toca
Su vieja guitarra
Polvorienta y olvidada
En un rincón de la habitación
Dejó atrás
Su propia vida
Y ya no le importa
Las cosas antiguas
João vendió sus viejos discos
Su tocadiscos ya no tiene aguja
Ya no le gustan los Stones, Who y Beatles
Dice que es demasiado viejo para el rock'n roll
Ha crecido y ya no toca
Su vieja guitarra
Polvorienta y olvidada
En un rincón de la habitación
Dejó atrás
Su propia vida
Y ya no le importa
Las cosas antiguas
João tiene treinta años
Trabaja en un banco
Y dejó que el trabajo
Consuma su vida
Olvidó sus raíces
Y sus cimientos
Ya no tiene historia
Ya no tiene futuro
Escrita por: Fernando Hound